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Brasil

Imprensa europeia diz que julgamento de Lula pode definir futuro político do Brasil

media O ex-presidente Lula abraça a presidente destituída Dilma Rousseff em manifestação em Porto Alegre, em 23 de janeiro de 2018. REUTERS/Diego Vara

A imprensa europeia desta quarta-feira (24) repercute o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região, em Porto Alegre. Para a maioria dos jornais europeus, o episódio pode definir o futuro político do Brasil.

"Brasil: o futuro político de Lula nas mãos da justiça" é o título de uma matéria publicada pelo correspondente do jornal Le Figaro no Rio de Janeiro, Michel Leclerq. Para o diário, os três desembargadores que julgam os recursos de Lula - João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus - farão nesta quarta-feira o trabalho mais difícil de suas vidas.

"Em um país fortemente dividido, esses juízes de Porto Alegre devem confirmar ou invalidar a condenação em primeira instância do ex-presidente a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em jogo: uma possível inelegibilidade desta figura emblemática da esquerda à eleição presidencial de outubro, da qual ele é favorito", publica Le Figaro.

"Lula diante da justiça" é o título de uma matéria no jornal Les Echos que chegou às bancas nesta manhã. O correspondente do jornal em São Paulo, Thierry Ogier, entrevista um cientista político brasileiro e aposta na condenação hoje de Lula por 3 votos a zero. Mas lembra que o ex-presidente conta com um forte apoio popular e é favorito nas pesquisas de voto para outubro. "O destino fora do comum do líder da esquerda brasileira oscila entre a prisão e o retorno ao Palácio do Planalto", diz Les Echos.

O jornal Le Monde tem o mesmo tom. A correspondente do diário em São Paulo, Claire Gatinois, explica aos leitores franceses que o julgamento desta quarta-feira não é definitivo, lembrando que Lula pode recorrer - decisão que o líder petista já antecipou que deve tomar, caso seja condenado.

Com o recurso, o ex-presidente ganharia cerca de seis meses - tempo suficiente para se lançar na campanha presidencial. "Independentemente do resultado hoje, a direção do PT prevê anunciar oficialmente a candidatura de Lula amanhã", escreve Le Monde.

O Brasil se senta no banco do tribunal de Porto Alegre

"O julgamento decisivo de Lula marca o futuro político do Brasil" é a manchete no site do jornal espanhol El País. O correspondente do diário em São Paulo, Xosé Hermida, destaca que o ex-presidente - "um dos líderes mais populares do planeta" - é uma lenda para seus seguidores e um homem extremamente odiado pelos opositores.

Para El País, o julgamento de hoje interfere nos rumos do maior país da América Latina. "Ainda que se julgue a honestidade pessoal de Lula, todo o Brasil sabe que, simbolicamente, o que estará sentado no banco do tribunal de Porto Alegre tem uma transcendência muito maior.

O episódio se converteu no julgamento "de toda uma época e de 13 anos de governo do Partido dos Trabalhadores", escreve o correspondente.

"O mais duro combate de Lula acontece num tribunal": essa é a manchete principal no site do jornal português Público, que escreve: "Luís Inácio Lula da Silva resistiu à pobreza extrema, sobreviveu às pressões e à prisão no tempo da ditadura militar, aguentou derrotas e golpes baixos em várias campanhas eleitorais e quase foi ao fundo do poço quando o seu Partido dos Trabalhadores (PT) se envolveu em escândalos de corrupção como o do Mensalão. Nesta quarta-feira, porém, o líder histórico da esquerda brasileira confronta-se com o mais duro combate da sua biografia política", publica o diário.

Público também destaca que não se apresentaram até o momento provas que possam incriminar o ex-presidente, que considera "sinais" de um judiciário "parcial", que realiza um "julgamento político".

O jornal britânico The Guardian ressalta o clima de tensão entre a população do Brasil, onde "os nervos estão à flor da pele". O diário também descreve todo o esquema de segurança em torno do Tribunal Regional Federal da 4ª região, destacando que o prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan, convocou o Exército para proteger a cidade. "O espaço aéreo sobre a corte também foi fechado e as ruas estão blindadas pelas forças de segurança", diz The Guardian.

 

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