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Brasil

Embraer é enfraquecida por escândalos de corrupção no Brasil, diz Les Echos

media Reprodução damatéria publicada nesta sexta-feira (22) pelo jornal Les Echos. Reprodução/Les Echos

A possível aliança entre a gigante americana da aviação Boeing e a Embraer é destaque na imprensa internacional desta sexta-feira (22). Apesar de ser o terceiro maior grupo aeronáutico do mundo, o jornal econômico Les Echos diz que a empresa brasileira está enfraquecida pelos escândalos de corrupção.

Quem deu o furo foi o jornal americano The Wall Street Journal, que foi o primeiro a confirmar as negociações entre a Boeing e a Embraer. O principal objetivo desta aproximação entre as duas empresas, segundo o diário, seria fortalecer a gigante americana e impedir que a brasileira acirre sua concorrência investindo no mercado de pequenos jatos, como a Embraer planeja.

"Um acordo tornaria a Boeing a maior do ramo dos jatos de curta distância e também oferecia à Embraer acesso à mítica engenharia da americana", escreve The Wall Street Journal. Segundo o diário, o acordo resultaria em um bônus generoso à Embraer, da ordem de US$ 3,7 bilhões, equivalente a quase R$ 12 bilhões.

Orgulho da indústria nacional

A imprensa francesa também repercute a notícia. "Boeing discute uma possível compra da Embraer" é a manchete de uma matéria publicada pelo jornal Les Echos nesta manhã. De acordo com o diário, o governo brasileiro não vê com bons olhos o controle desta que é o orgulho da indústria nacional por um grupo dos Estados Unidos. "Não há certezas que o Brasil aceitará vender seu tesouro, mesmo que, para os americanos, a empresa não esteja na melhor das suas formas", salienta Les Echos.

O jornal econômico afirma que a empresa brasileira sempre se saiu bem economicamente, mas vem sendo enfraquecida pelos múltiplos escândalos de corrupção no Brasil. "Uma aliança com a Boeing abriria não somente as portas do mercado americano, mas também evitaria o isolamento da Embraer na cena mundial, diante dos gigantes da aeronáutica dos Estados Unidos, Europa e China", escreve Les Echos.

Apesar de o governo brasileiro ter sido surpreendido com a notícia, os mercados reagiram bem à possibilidade. Na Bolsa de São Paulo, as ações da Embraer tiveram um alta de 26% ontem, ressalta Les Echos.

Brasil pode recorrer a veto

"Será que vai ter veto do governo brasileiro?", questiona Le Point em uma matéria publicada em seu site. O texto lembra que o principal obstáculo às negociações é o próprio Brasil, que pode recorrer à "golden share", ação preferencial que lhe concede o direito de veto sobre as decisões estratégicas nas quais sua soberania está em jogo.

No que depender do presidente Michel Temer, diz Le Point, a resposta é não. "No meu governo, a Embraer jamais será vendida", teria dito o presidente em reunião na quinta-feira (21) com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o comandante da Força Aérea, Nivaldo Rossato.

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