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Brasil

Jornal Les Echos destaca risco de populismo na eleição de 2018 no Brasil

media "Se for inocentado, sua candidatura pode ganhar ainda mais força", prevê o correspondente do jornal Les Echos no Brasil. Fotomontagem RFI lesechos.fr

Em uma coluna de página inteira no Les Echos desta sexta-feira (1o), o correspondente do jornal no Brasil, Thierry Ogier, analisa a impopularidade dos atuais presidentes latino-americanos e o fortalecimento dos candidados antissistema na região, "de direita ou esquerda". O jornalista acredita que se Lula não for impedido pela Justiça de disputar a eleição, sua candidatura deve ser reforçada.

"O espectro do populismo paira sobre a América Latina" é o título do texto assinado por Ogier. O jornalista do Les Echos lembra que entre este ano e o próximo, vários países latino-americanos vão realizar eleições presidenciais. Na maioria deles, são os candidatos antissistema que estão em posição favorável neste momento. "É o caso de Lula, no Brasil, e de 'AMLO'- Andre Manuel Lopez Obrador -, no México", ex-prefeito da cidade do México.

Para Ogier, os dois veteranos da esquerda latino-americana podem surpreender nas eleições de 2018 no Brasil e no México. O correspondente escreve que "uma possível vitória de AMLO, em sua terceira tentativa de se eleger presidente, ou do retorno de Lula, apesar de sua condenação de nove anos e meio de prisão por corrupção, ilustra bem a potência do movimento antissistema em boa parte do continente". Como pano de fundo deste fenômeno, há a corrupção, a violência e um sentimento generalizado de frustração da população, que rejeita a classe política tradicional, reitera o correspondente do Les Echos no Brasil.

Temer é exemplo de líder impopular

A Argentina é o único país onde o presidente não é alvo da insatisfação extrema do povo atualmente. Nos outros países da região, os dirigentes amargam uma forte impopularidade. O principal exemplo da situação é o presidente brasileiro Michel Temer, avalia o artigo. "Apesar das reformas colocadas em prática e da leve melhora da economia há um ano, sua imagem permanece associada aos múltiplos escândalos de corrupção que tiveram um efeito devastador na classe política tradicional", ressalta o jornalista.

Essa desmoralização dos políticos brasileiros também teve como consequência a ascensão da extrema-direita. Com a destituição de Dilma Rousseff, se iniciou uma busca desesperada por um líder "providencial" com o poder de curar o corrupto sistema político. "Inesperadamente, o discurso chocante do ex-militar Jair Bolsonaro seduziu uma parcela do eleitorado, que o coloca no segundo lugar das pesquisas, com cerca de 15% das intenções de voto", salienta.

Até outubro de 2018, outros candidatos antissistema podem surgir, como o empresário Abílio Diniz, cita Ogier. Mas, até o momento, é Lula quem está na liderança, com 35% das intenções de voto. "Apesar de seus problemas na justiça, o ex-presidente consegue manter sua popularidade junto a uma parte significativa do eleitorado de esquerda e dos pobres, cujas condições de vida melhoraram durante seus dois mandatos, de 2003 a 2010", escreve.

Os planos do ex-presidente podem ser atrapalhados se for condenado em segunda instância por corrupção - um veredito que será anunciado nos próximos meses - o que pode impedir que Lula se candidate. "Se for inocentado, sua candidatura pode ganhar ainda mais força", prevê o jornalista.

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