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Rocinha encarna a redenção impossível das favelas, diz Le Monde

Rocinha encarna a redenção impossível das favelas, diz Le Monde
 
Militares voltaram às ruas da Rocinha desde o retomada da violência em setembro de 2017. REUTERS/Bruno Kelly

A revista semanal M do jornal francês Le Monde traz uma longa reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro. A correspondente da publicação no Brasil visitou a favela da Rocinha e conta o caos em que o local se transformou nos últimos meses.

Na reportagem de quatro páginas a jornalista Claire Gatinois explica as origens da retomada da crise na Rocinha, “ a maior favela da cidade, que desde os anos 2010 parecia quase curada de suas feridas, do tráfico de drogas e da violência”. O texto conta como, desde setembro passado, o que deveria ser um “símbolo do sucesso da política de pacificação” foi por água abaixo por causa da guerra das gangues.

A correspodente relata que as novas tensões começaram quando Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ordenou, a partir de sua cela na prisão de Rondônia, a execução de seu ex-braço direito, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157. Além das desavenças explicadas em detalhes pela jornalista, o texto lembra que no centro da disputa está a luta pelo controle de “um dos maiores pontos de revenda de cocaína no Rio de Janeiro” que, segundo o ministério brasileiro da Justiça, rende cerca de R$ 10 milhões por semana.

Desde que essa guerra foi retomada, a população vive com medo, relata Le Monde. “Os moradores começam a falar mais baixo quando o assunto é a gangue de Nem ou de Rogério 157”, comenta a jornalista. “Todos se sentem espionados pelos vigias dos grupos rivais”, continua.

Balas perdidas fazem parte da rotina

A reportagem conta que os casos de vítimas de disparos já fazem parte da rotina dos moradores. “Desde o início deste ano, cerca de 10 crianças, entre 2 e 14 anos de idade foram mortas por balas perdidas no Estado do Rio de Janeiro”, conta o texto.

A correspondente também relata o caso de estrangeiros, como a turista espanhola Maria Esperanza Jiménez Ruiz, baleada quando participava de um Favela Tour. “O caso deu o que falar na imprensa brasileira”, comenta, explicando que, dessa vez, o autor do disparo não foi um traficante, e sim um policial.

Estado falido e polícia desgastada

Le Monde dá um salto no tempo para contar como, a partir de 2007, com a chegada de José Mariano Beltrame na direção de Secretaria de Segurança do estado do Rio Janeiro, a situação parecia melhorar. “Ele enviou soldados aos bairros abandonados, em operações dignas do desembarque na Normandia”, relembra o texto, em referência à chegada dos aliados na costa francesa na Segunda Guerra mundial, em 1944. Depois da prisão de Nem, em 2011 e da implementação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPSs), ele se tornou um herói no Rio de Janeiro, conta a jornalista. Porém, diante da falta de recursos, o processo foi aos poucos perdendo sua força.

Em 2016, a situação piorou, quando “o estado do Rio de Janeiro entrou em uma falência financeira, política e moral”. Resultado: “desgastada fisicamente e moralmente, a polícia retomou sua postura de guerra”.


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