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"É fundamental que Lula seja candidato em 2018", diz Bresser Pereira, ex-ministro de FHC

 
O ex-ministro, economista e cientista político, Luiz Carlos Bresser Pereira. RFI/Márcia Bechara

Ele é paulistano e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, onde leciona desde 1959. Um dos observadores mais atentos do Brasil, ele foi também ministro da Fazenda durante a presidência de José Sarney, e ministro da Administração Federal e de Ciência e Tecnologia durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O RFI Convida o economista e cientista político Luiz Carlos Bresser Pereira, que realiza nesta terça-feira (28) uma conferência no Instituto de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS), em Paris, com o tema "Pela reconstrução do elo social no Brasil, o regrupamento de forças democráticas e o futuro da nação".

Há cerca de 30 anos, Luiz Carlos Bresser Pereira assumia o Ministério da Fazenda, no governo de José Sarney, num momento também difícil para o Brasil. De lá para cá, muita água passou por debaixo da ponte e desembocamos num país, descrito pelo jornal Libération, como o “novo laboratório neoliberal”. O que teria acontecido? Para o cientista político, a afirmação do jornal francês “é uma verdade”. “O governo brasileiro governa sem povo e contra o povo”, alfineta, repetindo a manchete do jornal francês.

“Desde a década de 1980, o Brasil é uma economia que cresce muito pouco. Tenho um livro, de dez anos atrás, chamado ‘Macroeconomia da estagnação’, que fala muito sobre isso. Com o Collor, na década de 1990, veio o neoliberalismo, que dominou o Brasil durante 12 anos, o governo Collor e os dois governos Fernando Henrique, e o Brasil não cresceu”, contextualiza Bresser Pereira.

“Aí veio o Lula e a Dilma, e o Brasil cresceu um pouco mais, por causa de um boom de commodities. Houve uma tentativa de fazer um governo mais à esquerda, mais defendendo o povo. Nada de radical. Os banqueiros, principalmente, estavam muito felizes com o Lula. A Dilma foi uma presidente pouco hábil do ponto de vista político, um pouco arrogante, talvez. Quando a taxa de crescimento baixou, em 2013, começou a surgir no Brasil um ódio. Fiquei impressionadíssimo com isso. De repente o PT e o Lula eram pessoas terríveis, organizações subversivas”, analisa.

“Quando os liberais da direita, que achavam que iam ganhar a eleição, perderam, aí a coisa ficou muito feia. Começaram a querer o impeachment, um impeachment sem nenhuma razão de ser, foi claramente um golpe”, afirma Bresser Pereira. “O atual governo brasileiro passou uma emenda constitucional que congelou a despesa pública, uma coisa sem nenhum sentido”, acusa.

“O que os economistas ortodoxos dizem é uma explicação única para todas as crises: a irresponsabilidade fiscal. Mas nos últimos 15 anos eu venho estruturando uma teoria chamada ‘novo desenvolvimentismo’, com foco na taxa de câmbio e no superávit ou déficit externo do país em conta corrente. O problema fundamental do país desde 1994, no Plano Real, é que as taxas de juro são muito altas, as maiores do mundo, e a taxa de câmbio é apreciada no longo prazo, o que inviabiliza a indústria”, explica Bresser Pereira.

“Lula é um grande líder”

Bresser Pereira, que diz não crer que “Lula seja o candidato ideal” (no artigo “Eleições contra o radicalismo e o ódio”, disponível em seu site), afirma no entanto que “Lula é um grande líder. Provavelmente acabarei votando nele”. “Temos um outro candidato que também é muito bom, o Ciro Gomes. Mas a preferência do povo brasileiro é muito clara para o Lula”, afirmou.

“O Lula precisa aprender um pouco comigo sobre taxa de câmbio”, brinca Bresser Pereira. “Tenho conversado com ele. A coisa mais importante no Brasil hoje é que haja eleições e que Lula possa ser candidato. Isto é fundamental. É o mínimo que se pode esperar para que a democracia brasileira possa recuperar um pouco a sua voz”, declarou o economista e cientista político.

(Para ouvir a entrevista com Luiz Carlos Bresser Pereira na íntegra, basta clicar acima na foto que ilustra esta matéria)


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