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Brasil

Defesa de Battisti deve alegar dependência emocional de seu filho no Brasil

media Supremo decide nesta terça-feira (24) sobre extradição de Cesare Battisti Miguel SCHINCARIOL / AFP

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (24) se o italiano Cesare Battisti será extraditado para a Itália. Reproduzindo declarações do ex-militante da extrema-esquerda à imprensa brasileira, o jornal La Reppublica afirma que a defesa deve utilizar como principal argumento a dependência emocional e econômica do filho Raul, de 4 anos.

"Hoje é um dia importante para Battisti", publica o diário italiano, lembrando que o ex-ativista aguarda a decisão do STF em Cananéia (SP), onde vive com o filho e a companheira Priscila Pereira, de 31 anos.

Segundo La Reppublica, a defesa deve utilizar como principal argumento o fato de Battisti ter uma família no Brasil. Esse é o principal ponto da carta enviada pela esposa do italiano à juíza Cármen Lúcia, enfatizando a "dependência econômica e emocional" do filho.

Battisti está otimista, afirma jornal

"Estou esperando uma resposta e creio que ela será positiva", diz Battisti. De acordo com La Reppublica, o italiano tem confiança que a lei brasileira o protegerá. "E, além disso, há uma questão ética", argumenta o ex-membro do Proletários Armados pelo Comunismo.

O jornal também salienta o medo do ex-ativista de ser extraditado e morto na Itália. "O ódio tem sido alimentado ao longo dos anos por alguns meios de comunicação e forças políticas italianas", diz o ex-militante que há décadas denuncia ser vítima de perseguição política.

30 anos de fuga

Cesare Battisti, de 62 anos, foi condenado à prisão perpétua na Itália em 1993 por quatro homicídios executados na década de 1970, mas escapou e passou 30 anos como fugitivo entre México e França, onde desenvolveu uma bem-sucedida carreira como escritor de romances policiais, antes de ir para o Brasil em 2004, onde refez sua vida. 

Battisti, considerado como um ex-terrorista na Itália, sempre negou os crimes dos quais é acusado. No dia 4 de outubro, ele foi preso na fronteira do Brasil com a Bolívia, sob suspeita de tentativa de fuga, carregando uma quantia em dinheiro maior do que a permitida. Graças à rápida ação de seus advogados, foi libertado e voltou para a cidade de Cananéia.

O governo brasileiro já manifestou várias vezes sua vontade de extraditar Battisti à Itália. Uma recomendação para que o ex-militante fosse expulso do Brasil foi enviada em 6 de outubro pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, ao presidente Michel Temer. Mas, depois de uma decisão do ministro Luiz Fux em 13 de outubro, a extradição do ex-ativista foi temporariamente suspensa.

Na segunda-feira (23), a Advocacia geral da União (AGU), que representa o governo brasileiro, indicou ao STF que Temer tem poder de decisão no caso e pode intervir, ordenando a extradição de Battisti. Mas, de acordo com a imprensa brasileira, a ação do presidente não será necessária já que, segundo a AGU, o Supremo deve negar o habeas corpus pedido pela defesa do italiano nesta terça-feira.

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