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Brasil

Temer espera retribuição do PSDB na votação de segunda denúncia

media A votação segunda denúncia contra Temer pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (18) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados. REUTERS/Shannon Stapleton

O PMDB, partido do presidente da República Michel Temer, votou em peso contra o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) no Senado. Em troca, o Palácio do Planalto espera que tucanos retribuam gesto e votem contra segunda denúncia de Temer na Câmara dos Deputados. A votação pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (18) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já no plenário, o desfecho do caso será na semana que vem.

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

Braço-direito de Michel Temer na Câmara, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) acredita que o presidente pode conquistar mais votos favoráveis de deputados do PSDB na votação da segunda denúncia, por organização criminosa e obstrução de justiça. O motivo é a vitória de Aécio Neves, que contou com os votos de 19 senadores do PMDB para se livrar do afastamento do mandato determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas dois senadores peemedebistas votaram contra o tucano: Kátia Abreu e Roberto Requião. Ao mesmo tempo em que os senadores votavam o caso de Aécio, na noite de terça-feira (17), os deputados discutiam a denúncia de Temer na Comissão de Constituição e Justiça.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Ricardo Tripoli, disse à RFI que, por enquanto, os tucanos devem manter o mesmo placar de votação da primeira denúncia, quando 22 deputados votaram contra Temer e 21 a favor. A assessoria da bancada do partido lembra que dois tucanos - que faltaram à votação anterior - serão favoráveis à segunda denúncia.

Mas alguns votos podem mudar: primeiro pela pressão do Planalto, que pode oferecer mais cargos ao partido, segundo porque fatos novos envolvendo os recentes vídeos divulgados do delator Lúcio Funaro podem influenciar na votação.
 

“Operação salvação” Temer

Para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), os tucanos estão comprometidos com o que chamou de “operação salvação” de Temer. O relator da denúncia na CCJ, Bonifácio de Andrada, que é do PSDB, fez um extenso relatório a favor do presidente Temer.

“O PSDB em alguns momentos finge não ter posição favorável a Michel Temer, mas já é o segundo relator que o partido tem indicado na CCJ para dar um parecer de salvação. O PMDB salva Aécio no Senado e ao mesmo tempo o PSDB articula salvação de Temer na Câmara”, analisa Braga. O deputado também acredita que, com a permanência de ministros, o partido está atrelado ao programa de governo de Michel Temer.

O Palácio do Planalto diz que vai trabalhar para ter os votos necessários em todos os partidos. “Já teve votos do PSDB na primeira denúncia. Terá na segunda”, disse uma fonte.

Deputados discursam na CCJ

Na terça-feira, dezenas de deputados do governo e da oposição dividiram o microfone para discursar a favor ou contra Michel Temer. Em palavras breves, para acelerar o andamento do processo, os governistas atacaram os delatores da JBS e o Ministério Público Federal. Já a oposição defendeu a continuidade da denúncia.

Apesar dos recentes atritos com o presidente Temer, envolvendo a divulgação de vídeos do delator Funaro no site da Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, disse que mantém a postura imparcial. “Não tem nenhum fato por trás da minha imparcialidade, que seja para ajudar ou atrapalhar o presidente Michel Temer. Independentemente do resultado, o importante é que a Câmara encerre a sua votação”, declarou Maia.

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