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Brasil

Imprensa internacional: Nuzman, o “Carioca” que escondia ouro na Suíça

media Carlos Arthur Nuzman chega à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em 5 de outubro de 2017. REUTERS/Bruno Kelly

A imprensa internacional repercutiu com detalhes nesta quinta-feira (5) a prisão do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, em sua casa, no Rio de Janeiro, durante a segunda fase da operação “Unfair Play”.  

“Em 5 de setembro”, lembra o jornal Le Monde, “Nuzman, que se declarou o ‘homem mais feliz do mundo’ durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto de 2016, foi interrogado por várias horas pela polícia federal”. “O Carioca [publicado no original com “C” maiúsculo] seria o eixo central de um vasto e complexo esquema de subornos que transitam em paraísos fiscais até o Senegal”, explica o vespertino francês.

“Ao mesmo tempo, as autoridades francesas examinaram a casa de um intermediário brasileiro instalado na França, dentro do contexto de uma investigação aberta em 2015 na França por suspeitas de corrupção nas eleições do Rio 2016 e Tóquio 2020”, detalha Le Monde.

O jornal esportivo L’Équipe lembra que “Nuzman é notoriamente suspeito de ter comprado os votos dos membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) ”. Já o britânico The Guardian publica que “o homem responsável pela Olimpíada do Rio no ano passado foi preso e alega-se que dezesseis barras de ouro, de 1 kg cada, estavam guardadas em sua conta em um banco suíço, entre outros itens escondidos”.

“A polícia brasileira afirmou que Nuzman estava sendo detido indefinidamente porque ele tentou dificultar a investigação, ao tentar regularizar bens adquiridos com dinheiro "ilícito"”, precisa o Guardian. “De acordo com um mandado de prisão, o homem de 74 anos também mudou sua declaração de imposto para adicionar cerca de US $ 600 mil em renda, desde que foi interrogado pela primeira vez no mês passado”, completa o site do jornal inglês.

“Recompensar amigos e pagar subornos”

Já o The New York Times entra em detalhes do esquema de corrupção: “Garantir os jogos para o Rio foi apenas o primeiro passo neste esquema maciço, de acordo com a ordem de prisão de Nuzman. A Olimpíada levou a investimentos públicos de porte em projetos de infraestrutura e contratos de serviços, abrindo um túnel de escoamento de dinheiro que foi usado para recompensar amigos e aliados e pagar subornos”, aponta o Times. O jornal chega a citar a promotora Fabiana Schneider: “enquanto medalhistas olímpicos  buscavam seus sonhos de medalhas de ouro, o Comitê Olímpico do Brasil escondia seu ouro na Suíça”.

O Financial Times destaca que “a ressaca dos jogos atingiu violentamente a cidade do Rio, que está praticamente em falência e sofre de uma onda de crimes violentos, incluindo ataques contra a polícia e brigas entre traficantes de drogas”. “Os jogos do Rio, os primeiros na América do Sul, foram aclamados pelos políticos brasileiros como uma chance de mostrar o maior país do continente como um dos estados emergentes de mais rápido crescimento econômico”, finaliza.

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