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Brasil

Imprensa europeia celebra recuo de Temer sobre reserva Renca

media Reserva florestal Amazônica de Trairão, no estado do Pará. Lunae Parracho / AFP

A imprensa europeia desta terça-feira (26) celebra a decisão do presidente Michel Temer de revogar o decreto que autorizou a abertura da Renca, na Amazônia, à exploração privada. Grandes jornais franceses como o Le Monde, Le Figaro, canais de TV europeus, entre eles a Euronews, dizem que o recuo de Temer é uma vitória dos ambientalistas.

A Euronews lembra que a reserva Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), localizada entre os estados do Pará e do Amapá, ocupa uma área maior do que a Suíça, rica em ouro, alumínio, ferro, cobre e manganês. Riquezas que estavam protegidas, desde os anos 80, em uma área importante para a biodiversidade e indígenas brasileiros.

Grandes ONGs internacionais como Greenpeace, Survival International e WWF aprovaram a decisão de Temer, tomada nesta segunda-feira (25), mas advertem que manterão a vigilância por já terem constatado a presença de 14 minas ilegais e oito pistas de pouso na Renca.

Decreto controverso

O decreto que autorizava a exploração mineral na reserva era controverso, escreve o Planet.fr. O site lembra que o presidente Temer havia decidido acabar com a reserva para dinamizar o setor de mineração, devido a crise econômica do país. O decreto havia sido publicado no dia 23 de agosto e foi alvo de críticas tanto no Brasil quanto no estrangeiro. Planet.fr lembra os vários abaixo-assinados que foram lançados internacionalmente por ONGs ambientalistas para salvar a reserva de 47 000 km2.

O governo brasileiro deve publicar nesta terça-feira um novo decreto restabelecendo a reserva de acordo com o documento que a criou em 1984, informa Le Monde.

Futuro incerto

No entanto, o jornal ressalta com preocupação o trecho do comunicado do governo que diz que "o país deve crescer, criar empregos e atirar investimentos no setor da mineração, principalmente para explorar o potencial econômico da região". Isso indica que outras ameaças ao meio-ambiente e a tribos indígenas na Amazônia podem vir a acontecer.

Os opositores ao decreto denunciam o fato de Temer, que é suspeito de corrupção pela Justiça, ter cedido a pressões do agronegócio ou de grupos ligados ao desmatamento, ressalta o jornal 20 minutes. O diário gratuito lembra que o desmatamento aumentou na Amazônia desde 2012, apesar das autoridades garantirem que a tendência deve ser inverter este ano.

 
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