Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 19/10 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 19/10 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 19/10 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 19/10 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 19/10 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 19/10 08h30 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 15/10 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 15/10 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Temer usa Assembleia da ONU para legitimar reformas econômicas

media Michel Temer defendeu novamente o balanço de seu governo e prometeu continuar incentivando reformas. REUTERS/Eduardo Munoz

O presidente Michel Temer passou o começo da semana em Nova York por conta da Assembleia-Geral da ONU. Além de um discurso considerado protocolar no mais importante evento da diplomacia mundial, o líder brasileiro jantou com colegas latino-americanos e o presidente americano, Donald Trump.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

O menu principal do encontro foi a situação política da Venezuela. Temer também fez algumas reuniões bilaterais pontuais e o discurso de encerramento de um encontro promovido pelo jornal Financial Times voltado para investidores internacionais. No ano passado, o presidente Michel Temer usou o palco da ONU para tentar convencer o planeta da legitimidade de seu governo, mas neste ano a questão era outra: a credibilidade da economia brasileira.

Às vezes exagerando nos números, outras fazendo uma interpretação mais livre dos índices econômicos, Temer e Meirelles quiseram mostrar que o governo do PMDB é, nas palavras do próprio presidente, “mais aberto ao mundo” do que o de sua antecessora, Dilma Rousseff, do PT.

A tradução literal aqui é “aberto ao mercado”, com a pauta das reformas fiscal e política, o aumento das privatizações e o aceno de maior desregulamentação em vários setores. E se não tratou do tema corrupção em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, Temer não conseguiu fugir das seguidas acusações feitas a ele e à cúpula de seu governo em entrevista que deu à Reuters, seu último compromisso antes de embarcar de volta para o Brasil, nesta quarta-feira (20).

"Inverdades absolutas"

Temer classificou a segunda acusação formal da Procuradoria-Geral da República como “inverdades absolutas”. Disse que toda figura pública está mesmo sujeita a investigações, que não se pode condenar ninguém por ter trabalhado ou estar próximo de alguém que cometeu um ato delituoso e, com habilidade, afirmou que o combate à corrupção no Brasil só melhora o ambiente de negócios para investidores internacionais interessados no país. Na mesma entrevista, ele defendeu como um “gesto ousado” a decisão de abrir o capital da Eletrobras.

O presidente afirmou ainda que a expectativa de Brasília é a de fechar ainda este semestre um acordo do Mercosul com a Comunidade Europeia. No evento anterior, patrocinado pelo Financial Times, Temer disse que os juros poderão cair no fim do ano para a casa dos 7%.

O presidente defendeu a Reforma da Previdência e disse ainda que a Petrobras, “até pouco tempo vista quase como um palavrão”, se recuperou em seu governo, com valorização de 120%. Ele também garantiu não haver qualquer plano para incluir a empresa no processo de privatização em massa de estatais planejado por sua equipe econômica.

Os EUA estão muito pouco preocupados com o Brasil no momento e veem o governo Temer como um parceiro eventual para uma única e emergencial questão para Washington: a Venezuela. Em seu discurso na Assembleia-Geral, o mais belicoso de um presidente americano desde a fundação da ONU, Trump ameaçou a Coreia do Norte, desancou com o Irã e a Síria e deixou claro que não terá a mesma política apaziguadora de seu antecessor, Barack Obama, com Cuba e Venezuela.

Democracia venezuelana

No jantar em que estiveram juntos, Trump defendeu uma atuação mais decidida de Brasília na defesa da democracia venezuelana. Temer respondeu em seu discurso dizendo não haver mais espaço para aventuras não-democráticas na América do Sul. Em um evento marcado por ausências importantes, como a dos líderes da China e da Rússia, o Itamaraty fechou algumas bilaterais com países do Oriente Médio, novamente com o foco voltado para o aspecto comercial, incluindo Israel, Egito e a Autoridade Palestina.

O Irã, no entanto, acabou cancelando o encontro por conta da agenda cheia de Teerã. Os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e da Fazenda, Henrique Meirelles, seguem na cidade hoje e amanhã. Meirelles têm quatro reuniões com investidores e uma mesa redonda com executivos americanos. E Nunes tem uma bilateral com o chanceleres da Rússia e da Indonésia, se reúne com os colegas ministros dos BRICS e também com os países do chamado IBAS, formado por Índia, Brasil e África do Sul.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.