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Brasil

Janot, "o justiceiro brasileiro", lança último ataque contra Temer, diz jornal francês

media As novas denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer são destaque na imprensa francesa desta sexta-feira (15). Marcelo Camargo/Agência Brasil

A imprensa francesa está de olho nas reviravoltas políticas no Brasil. Sites dos principais jornais franceses repercutem, nesta sexta-feira (15), as duas novas denúncias que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer. O chefe de Estado é acusado agora de liderança de organização criminosa e tentativa de obstrução da Justiça.

"As últimas flechas do justiceiro brasileiro" é o título de uma matéria publicada no site do jornal La Croix. O diário explica que, em alguns dias, Janot vai deixar a função de procurador-geral da República, "depois de passar quatro anos na liderança de uma força-tarefa contra a corrupção na classe política", publica.

Mas o "justiceiro" ainda não entregou suas armas e pretende cumprir sua missão até o fim, segundo o jornal, "lançando suas últimas flechas com vigor". Antecipando o ataque, os advogados de Temer tentaram acelerar a saída de Janot do cargo, denunciando uma "perseguição obsessiva" e argumentando que o procurador agia em função de suas "motivações pessoais". "Batalha perdida", escreve La Croix, lembrando que na quarta-feira, o STF deu apoio total a Janot, rejeitando por unanimidade o pedido dos advogados do presidente de bloquear o trabalho do magistrado.

Para o jornal Le Monde, a "última flecha" de Janot pode ser fatal e resultar no início do processo de destituição de Temer. O diário não poupa elogios a Janot, considerando as duas novas denúncias como "uma iniciativa histórica em um Brasil transformado em uma comédia satírica, onde transitar malas de dinheiro lavado se tornou um crime comum".

Temer é "mestre das negociações políticas", segundo Le Monde

Para tentar escapar das denúncias, Le Monde escreve que Temer tenta vender uma imagem de um homem castigado pelas perseguições, valendo-se de uma leve recuperação econômica do país, da qual ele se diz responsável. Classificando o presidente como "hábil e esperto", "mestre das negociações políticas", o jornal escreve que Temer busca aliados concendendo em troca polêmicos e dispendiosos favores, como a abertura de reservas naturais para exploração mineral.

Não é à toa que Temer é apreciado por apenas 5% dos brasileiros. "Tornando-se a encarnação da decadência de um velho mundo político, onde tanto esquerda como direita estão mergulhados em crapulosos casos, ele é inaudível, chega a ser desprezível", publica Le Monde.

R$ 587 milhões em propinas, destaca Europe 1

"Temer acusado de ser o líder de uma organização criminosa", é o título de uma matéria no site da rádio Europe 1, lembrando que a rede de corrupção supostamente encabeçada pelo presidente teria embolsado R$ 587 milhões em propinas em troca de favores de empresas privadas. Segundo a rádio, embora a presidência julgue as acusações como absurdas, elas serão analisadas pelo STF, e podem, em seguida, ser encaminhadas à Câmara dos Deputados.

"Se dois terços dos parlamentares votarem pela abertura de um processo, o presidente será afastado durante seis meses para julgamento", salienta Europe 1. A rádio reitera, no entanto, que a maior parte dos observadores consideram que Temer ainda dispõe de apoio para se manter no poder.

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