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Brasil

Lula se defendeu "em alto e bom som" em depoimento a Moro, diz Le Monde

media Imprensa europeia repercute o segundo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro e o jornal Le Figaro comenta que o procurador-geral da Républica, Rodrigo Janot será mantido à frente das investigações sobre o presidente Temer Fotomontagem RFI/ Reuters/ le figaro.fr/publico.pt/ lemonde.fr

Alguns sites de jornais europeus repercutem nesta quinta-feira (14) o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, em Curitiba, ao juiz Sérgio Moro. O interrogatório faz parte da ação na qual o líder petista responde por corrupção passiva envolvendo o grupo Odebrecht.

"Interrogado por Sérgio Moro, ex-presidente Lula denuncia uma 'caça às bruxas'", é o título da matéria publicada no site do jornal Le Monde. Para o diário, durante o depoimento, o líder petista permaneceu "na defensiva, denunciando um processo 'injusto e ilegítimo'".

Neste segundo encontro entre Lula e Moro, o ex-presidente "soube defender em alto e bom som sua inocência", salienta Le Monde. O jornal explica, no entanto, que desde o primeiro tête à tête entre o ex-presidente e o juiz, a situação do líder petista se deteriorou consideravelmente devido ao depoimento de Antonio Palocci, na semana passada. O ex-ministro apontou que Lula tinha um "pacto de sangue" com a Odebrecht e afirmou que o PT recebeu propina para financiar campanhas eleitorais.

Segundo Le Monde, Lula está ameaçado por múltiplas condenações que podem impedir suas ambições de voltar ao poder. O diário lembra que em julho, "o ex-metalúrgico, que terminou seus dois mandatos com recordes de popularidade, foi condenado a nove anos e meio de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no processo do apartamento tríplex do Guarujá.

Lula no ataque

No site no jornal português Público, a manchete é "Em tribunal, Lula rebate acusações de corrupção e lança-se ao ataque". O diário destaca que Lula não poupou Palocci, acusando-o de mentir e de ser "calculista e frio", com o objetivo de reduzir sua condenação.

Outro alvo do ex-presidente foi o juiz Sérgio Moro. "Lula criticou o Ministério Público brasileiro e questionou a imparcialidade de Moro, o que lhe valeu uma repreensão do juiz encarregado do processo e deu início a uma troca de farpas entre os dois", escreve o Público.

O diário reproduz o diálogo em que Lula pergunta a Moro: “Eu posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que eu vim a Curitiba prestar um depoimento a um juiz imparcial?”. E o juiz responde:  "Primeiro, não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta, mas, de todo modo, sim."

Janot fica

Já o jornal Le Figaro publica em seu site que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será mantido na liderança do caso em que o presidente Michel Temer é acusado de ter recebido propina da gigante brasileira de carne JBS.

"Os advogados de Temer haviam denunciando uma perseguição obsessiva da parte de Janot que, segundo eles, age por motivações pessoais", publica Le Figaro. Os argumentos não convenceram os juízes do Supremo Tribunal Federal, que rejeitaram por nove a zero o pedido de retirar o procurador do caso.

Segundo o jornal, a decisão do STF deve resultar na apresentação, nos próximos dias, de uma nova acusação de Janot contra Temer por "obstrução da justiça".

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