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“Privatizações aumentam confiança na economia brasileira”, diz especialista

“Privatizações aumentam confiança na economia brasileira”, diz especialista
 
O economista Armando Castelar, coordenador do curso de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da FGV Divulgação FGV/ Bianca Gens

Na semana passada, o presidente Michel Temer anunciou a intenção de privatizar dezenas de empresas brasileiras, entre elas a Eletrobras, diversos aeroportos e a Casa da Moeda, que emite todo o dinheiro que circula no país, até o fim de seu governo, no final de 2018.

É a maior onda de privatizações em mais de uma década. A intenção é equilibrar as contas do país, que vive uma crise econômica.

RFI convida conversou com Armando Castelar, coordenador da área de Economia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas, para saber o impacto destas privatizações na economia brasileira e no bolso dos consumidores finais.

“Eu acho que a médio e longo prazo significa mais eficiência. São empresas importantes que terão mais oportunidades de uma boa gestão, de buscar produtividade. Empresas que estão sob gestão pública têm uma serie de limitações”, opina o economista.

Otimismo

Castelar é otimista em relação a privatizações em geral, por considerar que, na iniciativa privada, as empresas se livram de indicações políticas para os cargos de dirigentes e ganham em eficiência.

“Eu acho bastante positivo. A experiência das privatizações dos anos 90 é bastante forte, a eficiência destas empresas aumentou e elas tiveram bastante oportunidade de se desenvolver”, acrescenta.

Questionado sobre o impacto das privatizações na vida do consumidor final de energia, caso ocorra a anunciada privatização da Eletrobras, Castelar afirma: “A Eletrobras é uma empresa de geração de energia, não vai ter impacto direto sobre o consumidor. A médio prazo deve ser positivo para o consumidor, pois a eficiência deve aumentar.”

Déficit público

De acordo com o economista, a arrecadação com a venda das empresas deve ajudar a o déficit público brasileiro. “Sim, vai ajudar o governo a atingir as metas, caso ele consiga preparar as empresas para privatizar ainda em 2018.”

Ele descarta a ideia de que as empresas venham a ser privatizadas sem que haja análises técnicas: “A sociedade e os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público, não vão deixar acontecer sem que aconteçam estudos prévios.”

Ele acredita que a nova onda de privatizações vai “criar um certo otimismo na economia e a expectativa de que a gestão destas empresas melhore”. Segundo ele, a decisão “aumenta a confiança na economia brasileira”.

Mas as privatizações, embora significativas, não terão o poder de tirar o Brasil da crise: “O tamanho destas privatizações é grande em valor absoluto, mas pequeno em relação à economia brasileira, então obviamente o impacto é limitado. E não elimina os problemas mais pesados, de natureza fiscal, que o Brasil tem de enfrentar”, considera.

“Na hora da venda até dá um alívio nas contas, mas não resolve o problema de fundo do desarranjo das contas públicas. Mas é uma gota d’água no tamanho dos problemas que o país tem”, conclui Castelar.


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