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Geral

"A festa acabou", diz Le Monde sobre corte de Crivella a carnaval e escolas de samba

media Carnaval do Rio teve o orçamento cortado pela metade pelo prefeito evangélico Marcelo Crivella Embratur/Divulgação

A edição do jornal Le Monde datada de terça-feira (29) traz uma reportagem sobre os cortes do prefeito evangélico do Rio, Marcelo Crivella, ao carnaval, escolas de samba e outras manifestações.

A festa acabou.

Esta frase resume o artigo de meia página que o jornal francês Le Monde publica sobre a política austera do prefeito evangélico do Rio, Marcelo Crivella, que cortou as subvenções para as escolas de samba e o carnaval, "em uma cidade arruinada pelos Jogos Olimpicos de 2016".

A correspondente Claire Gatinois começa a reportagem lembrando que, depois das Olimpíadas, o Rio está mergulhado em dívidas devido às grandes obras erguidas sob suspeita de corrupção. O prefeito volúvel e brincalhão, Eduardo Paes, deu lugar ao austero Marcelo Crivella.

O jornal explica que, desde que assumiu o cargo em janeiro, o ex-cantor de gospel Crivella assumiu o papel de "pai da moral e dos bons costumes", dando uma lista de suas ações como inauguração de escolas e centros de saude, corte de orçamentos com despesas futeis como a Gay Pride ou a Marcha por Jesus, de uma igreja concorrente, é claro!  Até o carnaval mais famoso do mundo, símbolo maior do Rio e do Brasil, teve seu orçamento cortado pela metade. Assim, a soma de 12 milhões de reais, tirada das escolas de samba, será atribuída, segundo o prefeito, às creches das zonas desfavorecidas.

"Rio branco, evangélico e heterossexual"

Le Monde conversou com o sambista Baltar Anderson, que organizou uma manifestação pacífica em frente à prefeitura, em junho passado, sob a forma de um concerto. " O prefeito nos engana, ele é demagógico, integrista. Ele quer moralizar tudo, acabar com os desfiles LGBT, os cultos afro-brasileiros, o carnaval. Ele quer que o Rio se torne branco, evangélico e heterossexual", desabafa o  músico.

O pior de tudo é que o assunto, depois de fervilhar nas mídias, vai caindo no esquecimento, mesmo se os defensores da festa maior argumentam que o turismo dá ao Rio 100 vezes mais do que gasta com o carnaval. A recente pesquisa do Instituto Paraná aponta que 78,2% dos moradores do Rio aprovam a redução das subvenções. "Ninguém vai reclamar se o prefeito tirar dinheiro do carnaval para investir na educação", ressalta uma moradora.

O diário francês enfoca o lado conservador de Crivella, destacando que ele soube abocanhar os votos da burguesia , resistente a votar para a esquerda, seduzindo ao mesmo tempo as classes populares. O artigo termina com uma entrevista com o secretário da Educação do Rio, César Benjamin, da esquerda. Negando qualquer interferência religiosa no seu trabalho, ele defende que "os evangélicos são uma força que cresce e o Brasil deve integrá-los em sua democracia".

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