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"Mais desmatamento", diz diretor do WWF Brasil, sobre decreto que extingue reserva

 
Maurício Voivodic, diretor-executivo da WWF-Brasil, comenta extinção de reserva ambiental na Amazônia Divulgação WWF-Brasil

O diretor-executivo do WWF Brasil reagiu ao decreto publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (23), que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associadas (Renca), uma área de 47.000 km2 entre o Pará e o Amapá – o equivalente ao tamanho do estado do Espírito Santo.

A região é rica em ouro, cobre e outros minérios e poderá, a partir de agora, ser explorada por empresas mineradoras.

O decreto desta semana extingue um decreto de 1984 que proibia a mineração na região, que engloba também nove áreas protegidas, entre florestas estaduais, reservas ecológicas e terras indígenas.

Para Maurício Voivodic, diretor-executivo do WWF (World Wide Fund for Nature) no Brasil, esta medida vai levar uma pressão para a região, por recursos minerais e outros recursos naturais, como madeira e terra. “Deve resultar em mais desmatamento, grilagem de terra e conflitos sociais com as comunidades locais que vivem ali há várias gerações”.

Interesses econômicos em jogo

Os principais interesses econômicos nesta área são o ouro, o ferro e o cobre. “Mas, por ser uma área de floresta ainda intacta, existe muito interesse em exploração de madeira e também de expansão da fronteira agrícola e, portanto, interesse por terra”.

“Este é o processo que vem sendo repetido na Amazônia desde as décadas de 30 e 40, de expansão da fronteira agrícola. Tudo começa com uma atividade específica, no caso, a mineração, mas o governo tem baixa capacidade de controlar as outras atividades que vêm junto e que causam a devastação, a destruição da floresta”, comenta.

“Além disso”, explica Voivodic, “nesta área existem dois territórios indígenas, onde vivem diversos povos, com uma diversidade riquíssima de etnias, línguas e valores culturais e religiosos que não foram consultadas neste processo”.

Voivodic denuncia que o governo publicou o decreto sem consultar a sociedade. Disse não ter havido nenhuma discussão com entidades ambientais ou representantes das aldeias indígenas da área afetada. Ele considera que a medida tem um efeito negativo não só para a região como para toda a sociedade brasileira.

Reação e mudança de paradigmas

A WWF Brasil já havia alertado há alguns meses ser esta uma medida do governo Temer para estimular o desenvolvimento econômico e engordar o PIB brasileiro. De acordo com Voivodic, como reação, alguns parlamentares já protocolaram no Congresso um pedido de suspensão do decreto presidencial.

Além de lutar pela via política, ele acredita ser necessária uma mudança na forma como se vê a floresta. “Acima de tudo, a gente precisa mostrar que o modelo de desenvolvimento que a gente espera para a Amazônia não é este das décadas de 70 e 80, que enxergava a Amazônia simplesmente como uma provedora de recursos naturais”, disse.

“A gente precisa enxergar a Amazônia como uma região especial que precisa conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental”, analisa Voivodic.

“É a partir da conservação da floresta, da biodiversidade que ali existe, dos valores culturais e sociais dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, que a gente vai ter um bom desenvolvimento não só para a Amazônia, mas para o próprio planeta”, completa.


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