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Brasil

"Lula tenta reacender a batalha entre o povo e as elites", diz Le Monde

media O ex-presidente Lula em uma manifestação a seu favor, em São Paulo, no dia 20 de julho de 2017. REUTERS/Paulo Whitaker

Artigo do jornal francês Le Monde desta segunda-feira (21) dedica quase uma  página inteira à caravana do ex-presidente e provável candidato à presidência em 2018, Luis Inácio Lula da Silva, pelo Nordeste do Brasil.

No texto, a questão: “Um retorno ou uma viagem de adeus?”. Segundo a correspondente do vespertino, Claire Gatinois, provavelmente nem ele sabe.

O artigo destaca a sua acolhida efusiva nas cidades baianas em que esteve - diz que "ele foi recebido como um deus" -, mas relembra que os governos petistas também causaram desilusão.

A jornalista esteve presente ao início de sua caravana em Salvador e Cruz das Almas, na Bahia. No texto, ela relata que, mesmo condenado a nove anos de prisão em julho passado, por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente - a quem ela se refere como "velho leão" - começou na Bahia o sua provável última turnê pelo país antes de passar o bastão ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, considerado outro nome forte do Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições presidenciais.

Adversários pedem intervenção militar

Aos 71 anos, Lula pode ter sua candidatura considerada inválida caso sua condenação seja confirmada nos próximos meses. A correspondente do Le Monde no Brasil entrevistou simpatizantes e adversários do ex-presidente entre a multidão que se reuniu para recebê-lo no Estádio Fonte Nova, em Salvador. Enquanto seus simpatizantes contaram à repórter como Lula mudou suas vidas, durante os oito anos em que esteve no poder, os adversários pediam uma intervenção militar para acabar com o evento.

Segundo a correspondente francesa, Lula não pronunciou nenhuma vez os nomes de Michel Temer, atual presidente do Brasil, nem de João Dória, prefeito de São Paulo, que foi recebido com ovos na mesma capital baiana. Dória é provável adversário de Lula - ou do PT - nas eleições presidenciais de 2018. Ao invés de citar os adversários políticos, Lula teria falado várias vezes em "golpe" para se referir ao processo de impeachment sofrido por Dilma Rousseff, também do PT, no ano passado.

Gatinois descreve como Lula ainda "tenta reacender a batalha entre o povo e as elites", que, no discurso do ex-presidente, encarnam o inimigo. Ele teria evocado os 14 milhões de desempregados no Brasil para dizer que "a elite não sabe governar". O discurso incluiu também as universidades construídas durante o seu mandato e o desvio do Rio São Francisco para combater a seca no Nordeste, entre outras ações positivas de seu governo, publica o jornal francês.

A correspondente do Le Monde descreve o discurso do ex-presidente como exaltador de "um passado abençoado, próspero, transbordante de petróleo com o qual os brasileiros adorariam se reconectar", mas pergunta se o país ainda pode sonhar, e como apagar o desencantamento, a corrupção, as traições e todos os erros acumulados nos 13 anos de governo do PT.

O artigo destaca a fala de uma estudante universitária, presente ao evento de Cruz das Almas, em que ela diz: "O governo Lula fez bastante por nós, mas nos deixou um sentimento de mal estar".

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