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Brasil

Le Figaro mostra que falta de apoio político piora a violência no RJ

media No início de julho, a polícia carioca destruiu 5000 armas apreendidas em situação irregular. REUTERS/Pilar Olivares

O jornal francês Le Figaro publica nesta quarta-feira (16) uma reportagem sobre a escalada da violência urbana no Rio de Janeiro. "A segunda maior cidade do Brasil enfrenta uma onda de assassinatos tendo como pano de fundo a falência econômica e uma crise social", escreve o diário francês de tendência conservadora. "Nos seis primeiros meses do ano, 3457 pessoas foram assassinadas no Estado, ou seja, 15% a mais que no mesmo período em 2016", destaca o texto.   

A reportagem do Le Figaro relata assassinatos recentes que comoveram os brasileiros. Cita a morte do sargento Hudson Silva de Araújo, de 46 anos, no dia 23 de julho, atingido durante um tiroteio entre policiais e traficantes de drogas na favela do Vidigal. Pai de duas meninas pequenas, o sargento foi o 91° militar morto no Estado desde o início do ano. Outros dois policias morreram depois dele, informa o texto. Outros casos recentes, como o do bebê Arthur, atingido na barriga de sua mãe, e o da estudante Maria Eduarda, de 13 anos, morta dentro da escola em Acari, ilustram o abandono da segurança pública pelas autoridades.

O governo federal enviou, no final de julho, 10 mil soldados e policiais para combater o crime organizado no Rio. Mas, "apesar dos inúmeros sinais enviados à Brasília sobre a violência fora de controle, o presidente Michel Temer demorou a reagir, ocupado com a defesa das denúncias de corrupção contra ele", afirma o Le Figaro.

Homicídios, desemprego e queda no turismo

A violência não poupa bairros da zona sul do Rio, como Copacabana e Ipanema. Em dois anos, houve um aumento de 120% dos delitos registrados em Copacabana, cita o texto. O turismo, que era uma importante fonte de receita para a cidade, recua. "A frequência de bares e restaurantes caiu 30% nos últimos meses", destaca o jornal. "Todos os fatores negativos estão reunidos para produzir o pior cenário possível", diz à reportagem o especialista Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A falta de dinheiro para pagar os salários dos policiais, resultado do desvio do dinheiro público pela classe política local, alimenta a corrupção, inclusive na polícia, segundo o especialista. O desemprego se agrava e aumentou 50% em relação a 2016.

Pintado esse quadro tenebroso, o jornal francês conclui que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), criadas em 2008 para diminuir a criminalidade durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, foram um passo na boa direção para reduzir a violência. "Mas, hoje, se transformaram em um fracasso pela falta de financiamento e de apoio político", enfatiza o texto, endossando a análise de Ignacio Cano.

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