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Brasil

Bolsonaro vai criar “Partido Patriota” e está em busca de “namorada”

media O deputado federal, Jair Bolsonaro. 10/11/2016 Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que pretende se candidatar à Presidência da República em 2018, vai se filiar ao PEN e mudar o nome do partido para “Patriota”. Bolsonaro diz que ainda está em busca de “namorada”, termo que usou para se referir ao vice da chapa. “Está muito cedo. Ainda nem tenho namorada, já quer que marque a data do casamento?”, declarou.

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

Nesta quinta-feira (10) em um hotel da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Bolsonaro pretende entrar ao vivo nas redes sociais para anunciar que vai se filiar ao Partido Ecológico Nacional (PEN) e ainda que mudará o nome dessa legenda - pouco conhecida entre os brasileiros - para chamá-la de “Patriota”.

A mudança no nome da legenda será solicitada em setembro à Justiça Eleitoral “para atender Bolsonaro”, segundo o presidente do PEN, Adilson Barroso.

Foi a partir de uma enquete no Facebook que o nome do partido foi definido. Foram 75 mil reações, comentários e compartilhamentos na publicação postada na página do PEN na rede social. Também estava em jogo o próprio nome PEN, além de “Pátria Amada Brasil, “Republicanos” e “Prona” – este último é o nome do partido fundado pelo cardiologista Enéas Carneiro, que ficou famoso pelo bordão “Meu nome é Enéias”.

Ele foi pré-candidato à Presidência em 1989, 1994 e 1998 e era considerado ultranacionalista e de extrema-direita – mesmas críticas que hoje Bolsonaro recebe. Enéas é umas inspiração para o deputado, que se diz “patriota”.

"Saudades de Enéas"

O professor emérito de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, diz que o pré-candidato “já percebeu que tem muita gente com saudades do Enéas”. Bolsonaro também é ligado a Olavo de Carvalho, filósofo de direita que vem influenciando novos militantes dessa corrente política.

O pré-candidato à Presidência disse à RFI que vai se filiar ao PEN em novembro ou março e que escolheu essa legenda porque vai poder “dominá-la”. “Sabe quanto vale minha cabeça politicamente falando? Vale alguns ministérios”, declarou.

Além do nome, Bolsonaro quer mudar as diretrizes e o estatuto do partido. “Não vai ter nada a ver com ecologia, o PEN vai dar uma cambalhota no estatuto”, disse. A “guinada completa” do estatuto vai começar com a valorização do “homem do campo”, segundo o deputado.

Ainda que comande o partido indiretamente, Bolsonaro não será o presidente do “Patriota” porque “não quis”, de acordo com o atual presidente do PEN. Para ele, Bolsonaro não tem “nada de radical” e “defende mandamentos da sustentabilidade” – ainda que vá mudar todos os 10 mandamentos do partido sobre crescimento sustentável. “Seja amigo da natureza” e “adote pelo menos uma árvore” estão entre esses mandamentos.

Troca-troca

Pouco mais de um ano antes das eleições, outros partidos também estudam mudanças de nome. E há os que já fizeram essa alteração – o PTN, por exemplo, virou “Podemos” em maio deste ano para lançar Álvaro Dias como pré-candidato à Presidência da República.

Também podem tentar ocupar a cadeira mais importante do Brasil o ex-presidente Lula, a ex-ministra Marina Silva, o ex-ministro Ciro Gomes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, João Doria.

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