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Brasil

Janot diz em Washington que orçamento da Lava Jato está “garantidíssimo”.

media O procurador-geral da República, Rodrigo Janot Reuters

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta quarta-feira (19), em Washington, que o orçamento da Lava-Jato está “garantidíssimo”.

Esta semana, sua sucessora, Raquel Dodge, enviou um ofício a Janot pedindo que ele esclarecesse o orçamento do Ministério Público Federal (MPF) para o próximo ano. Segundo o documento, a força-tarefa da Lava Jato havia solicitado R$ 1,65 milhão, mas a proposta apresentada foi de apenas R$ 522,6 mil.

“Isso é uma proposta do orçamento que vai ser aprovado pelo conselho ou não, na terça-feira que vem, e o que eu posso dizer é que o que foi destinado para a Lava Jato para 2018 é mais que o valor para 2017,” afirmou o procurador-geral.

Janot disse que o valor de R$ 1,65 milhão era uma expectativa em cima de um índice inflacionário mais alto do que o que se concretizou.

“Na terça-feira, Dodge estará na sessão do conselho votando. Ela vai poder dizer ‘voto ou não voto’, ‘concordo ou não concordo’ e dar as razões dela”, disse o procurador-geral, se referindo à votação sobre o orçamento para 2018.

Janot foi incisivo ao garantir o orçamento para a Lava Jato. “Pelo menos na minha gestão. Se vai ser na dela [Dodge], não sei”, disse Janot.

Depois de ocupar o principal cargo do MPF por dois mandatos, Janot deixará o cargo em 17 de setembro.

Investigação não provocou crise

Ele também foi firme ao negar a notícia divulgada por alguns veículos da imprensa brasileira de que autoridades de investigação do Brasil e dos Estados Unidos teriam planejado uma ação conjunta para fazer uma gravação de Michel Temer em flagrante em uma conversa com Joesley Batista, dono da JBS, durante uma possível viagem do presidente brasileiro a Nova York, em maio. A viagem não aconteceu.

“Desconheço isso”, disse o procurador-geral, acrescentando que não sabia de onde a notícia poderia ter partido.

Janot garantiu, durante uma palestra realizada pelo Atlantic Council, que a investigação não causou as crises econômica e política do País.

“Ouvimos no nosso dia a dia que a atuação do sistema de Justiça do Brasil está criminalizando a política. Isso é uma inverdade. O que nós fazemos é aplicar a lei penal, respeitar o amplo direito de defesa a criminosos que eventualmente venham a se esconder atrás de mandatos públicos. Não se trata de criminalizar a política, se trata de aplicação de forma republicana da lei penal”, disse o procurador-geral.

“Se eu levasse em consideração as consequências políticas de qualquer ato técnico, eu não teria condições de trabalhar”, disse.

Série de palestras

Janot veio à capital americana para dar uma série de palestras, além de participar de reuniões com os departamentos de Justiça e de Estado americanos. Junto ao procurador-geral se apresentou Kenneth Blanco, chefe da divisão criminal do departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Blanco disse que os EUA e o Brasil estão trabalhando juntos para trazer casos de corrupção à justiça.

"Corrupção é uma erva daninha que precisa ser removida. Estamos comprometidos a trabalhar com nossos parceiros, como o Brasil", disse Blanco.

Nesta mesma semana, também estava em Washington, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, possivelmente para fazer o contraponto a Janot e limpar a imagem do governo de Michel Temer no exterior. Durante uma palestra no Brazil Institute do Wilson Center, Jardim disse que não é "advogado de Temer" e também afirmou que a Lava-Jato é "imparável" e é "um ganho para a nossa sociedade".

Na agenda do ministro também há reuniões com diplomatas e pesquisadores com foco no Brasil para discutir uma parceira em tecnologia que beneficie as forças de segurança de ambas as nações.

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