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Brasil

Brasil aparece em penúltimo lugar em ranking de "soft power"

media O presidente Michel temer no G20 de Hamburgo, na Alemanha REUTERS/Wolfgang Rattay

De acordo com estudo feito pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, publicado nesta terça-feira (19), o Brasil é um dos países com menos “soft power” numa lista contendo 30 nações.

Marcos Fernandes, especial para a RFI

O conceito é utilizado para avaliar a influência de um Estado levando em conta sua cultura, história, gastronomia ou atratividade turística, deixando de lado completamente o poderio bélico. Em 2015, o Brasil ocupava a 24° posição, mas a queda para o 29°, logo acima da Turquia que aparece em 30°, é justificada por seu atual contexto político, econômico e social.

“O sucesso das Olimpíadas no Rio foi eclipsado pelo impeachment de Dilma Rousseff, pela instabilidade do país, pela agitação econômica e pelos intermináveis escândalos de corrupção”, diz o relatório.

“O declínio do Brasil no The Soft Power 30 é devido a um enfraquecimento em suas performances em áreas como empresariado, desenvolvimento digital e, talvez o mais revelador, governo, onde ele chegou ao fundo do poço”. Como prêmio de consolo, vale lembrar que o Brasil ganhou pontos no setor da cultura, com seu “atraente Carnaval, seu futebol e um invejável estilo de vida junto à praia”.

França supera EUA

No outro extremo, a França alcança pela primeira vez o primeiro lugar, subindo quatro posições em um ano e desbancando os EUA para o terceiro. Os jornais franceses ressaltaram os resultados do estudo que atribuem a ascensão da nação francesa, entre outros fatores, à derrota do partido de extrema-direita Frente Nacional e à eleição do jovem presidente Emmanuel Macron.

“Eleito numa plataforma reformista pró-europeia, o presidente está numa onda de popularidade nacional e internacional (seu partido La République en Marche e seus aliados conseguiram 361 dos 577 lugares nas últimas eleições parlamentares)”, cita o estudo.  

O relatório também afirma que o desempenho cultural da França foi um dos motivos que ajudaram a melhorar sua posição. “A ameaça terrorista não impediu os turistas de viajar para a França e de aproveitar sua rica oferta em termos de cultura, de cozinha e de estilo de vida – a cena culinária francesa é imbatível, sua indústria cinematográfica continua a crescer e seus museus e galerias são os mais visitados no mundo”.

Decadência americana

A queda dos EUA, por sua vez, é justificada pelo “sentimento global” envolvendo a nação. Apesar de continuar imbatível nas áreas de ensino superior, produção cultural e inovação tecnológica, o aparecimento de Donald Trump no cenário político é visto pelo estudo como uma ameaça ao soft power do país. “Só o tempo dirá se Trump vai se afastar ainda mais da comunidade internacional, reduzindo a habilidade dos EUA de influenciar a agenda global”.

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