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Brasil

Lula diz “estar no jogo” para as próximas eleições em 2018

media Primeiro discurso do ex-presidente Lula após ter sido condenado pelo juiz Sérgio Moro, na sede do PT, em São Paulo. Ricardo Stuckert / Fotos Públicas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou pela primeira vez, nesta quinta-feira (13), em São Paulo, após ter sido condenado pelo juiz Sérgio Moro. O ex-presidente do PT disse que está "no jogo" e reiterou sua intenção de se apresentar às eleições de 2018, nas quais é favorito, segundo as pesquisas

Na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, o ex-presidente discursou durante meia hora. "Quero dizer a meu partido que, a partir de agora, vou reivindicar o direito a me colocar como postulante à candidatura à presidência em 2018", declarou, sob aplausos dos partidários e simpatizantes, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo.

Lula afirmou ainda que o juiz Sérgio Moro o condenou a quase dez anos de prisão sem provas e denunciou uma "caçada" judicial que está "destruindo a democracia".

"Estado quase de exceção”

Para Lula, as investigações sobre a corrupção que há mais de três anos golpeiam a elite política e empresarial do país converteram o Brasil em um "Estado quase de exceção, no qual os direitos democráticos estão sendo jogados no lixo"

Luiz Inácio Lula da Silva 13/07/2017 Ouvir

"Se alguém tiver uma prova contra mim, por favor, diga. Mande para a Justiça, mande para a suprema corte, mande para a imprensa. Eu ficaria mais feliz se fosse condenado por conta de uma prova", disse. "Nós vamos recorrer em todas as instâncias de todas as arbitrariedades. (...) É preciso fazer processo contra quem mentir, contra quem não disser a verdade nesse país”, afirmou o ex-presidente.

Estavam no local da coletiva a atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, assim como o ex-presidente do partido Rui Falcão, os ex-ministros Jacques Wagner e Miguel Rosseto, os deputados Carlos Zarattini, Jandira Feghalli e José Guimarães.

Lava Jato

Durante o discurso, Lula reclamou dos métodos da Lava Jato e da cobertura da imprensa. Ele disse que, quando critica a Polícia Federal e o Ministério Público, não se refere à instituição, mas à força-tarefa da Lava Jato.

"Moro deve prestar contas para a história, como eu. A história é quem vai dizer quem está certo e quem está errado. Não é possível ter Estado de direito se a gente não acreditar na Justiça. E por isso a Justiça não pode mentir, não pode tomar decisões políticas. Tem que tomar decisões baseadas nos autos", concluiu.

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