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"Você não ensina só a língua, você ensina a cultura", diz editora brasileira em Israel

Por
 
Raquel Teles, diretora do Centro Cultural Brasileiro em Tel Aviv. Daniela Kresch

A mineira Raquel Teles Yehezkel se dedica a difundir a cultura brasileira e a língua portuguesa em Israel. Há três anos, ela dirige o Centro Cultural Brasileiro, ligado à Embaixada do Brasil, no centro de Tel Aviv. Lá circulam centenas de brasileiros e israelenses interessados em todos os aspectos da cultura nacional.

Daniela Kresch, correspondente em Israel, especial para a RFI

Para Raquel, o centro foi uma maneira encontrada pelo Itamaraty para divulgar o Brasil no exterior. “Eles perceberam, como política, que o centro cultural funciona como uma vitrine para o Brasil de forma muito mais efetiva. Quando você ensina a língua, você não ensina só a língua, você ensina a cultura. Então, as pessoas que entendem a cultura do país têm mais predisposição para gostar do país, gostar da língua, gostar do lugar”, acredita Raquel.

O centro oferece cursos de português e promove eventos como exposições de arte, shows de música, lançamentos de livros e palestras, tendo sempre o Brasil como tema. Raquel conta que o perfil dos alunos e visitantes é variado. Podem ser pessoas que apenas gostam de música brasileira, de capoeira ou do sincretismo religioso no Brasil ou pessoas que têm famílias no Brasil ou se casaram com brasileiros.

Também procuram o local israelenses que pretendem viajar ao país ou voltar entendendo melhor a língua, incluindo executivos de empresas.

O Centro Cultural Brasileiro em Tel Aviv. Daniela Kresch

Grande Sertão em hebraico

“Já fizemos lançamento em hebraico do Grande Sertão, Veredas, do Guimarães Rosa, que recebeu uma tradução maravilhosa para o hebraico, o que é dificílissimo. Nós temos um cineclube muito bem frequentado aqui, no qual passamos um filme brasileiro duas vezes por mês e cedemos o nosso espaço também para os artistas brasileiros que estão em Israel. Então, nós temos também shows de música brasileira aqui”, afirma a editora.

O CCB foi aberto em 2014, mas ja seguindo um modelo de outros centros culturais no mundo todo. O CCB do México, por exemplo, tem 2 mil alunos nas aulas de português. O do Peru, mais de mil.

Na Argentina, o CCB local tem cerca de 600 alunos e mantém até mesmo uma pequena faculdade que ensina português para quem quer receber diploma de professor. “Existem centros culturais, centros de estudos e leitorados. Os centros de estudos e os leitorados funcionam dentro de universidades e os centros culturais, em prédios separados, ligados a embaixadas, os leitorados também. Ao todo, são cerca de uns 26 leitorados e centros culturais”, conta Raquel.

Pouco antes de começar a receber alunos e visitantes, o centro cultural em Tel Aviv foi inaugurado, formalmente, em 2013, pelo então-vice-presidente Michel Temer. Uma placa no local marca o evento.

Mais de 600 visitas por semestre

Hoje, o centro recebe mais de 600 visitantes por semestre em seus eventos, além de manter sete turmas de português, uma delas para crianças. Raquel teve até mesmo que pedir a contratação de mais uma professora.

Para a diretora, a localização do CCB, do lado da Praça Rabin, no coração de Tel Aviv, é uma das chaves do sucesso: “esse imóvel foi a primeira embaixada do Brasil, em 1955, e o espaço ficou pequeno, então o Brasil alugou esse apartamente durante 30 anos. Há cinco anos atrás, o Itamaraty decidiu retomar esse imóvel, reformou o imóvel, modernizando; ficou um espaço muito, muito bem localizado, para fazer o Centro Cultural do Brasil”.

Raquel Teles nasceu há 56 anos em Dores do Indaíá, interior de Minas Gerais, mas cresceu em Belo Horizonte. Ela é formada em Letras e Administração de Empresas. Casada com um israelense e mãe de três filhos, a diretora do CCB está em Israel há 7 anos, mas, ao todo, morou no país por 12 anos. Ela e o marido também moraram no Brasil, onde, por 20 anos, foram donos da Editora Leitura, que era uma das maiores de Minas.

Mas a brasileira também se sente em casa, em Israel: “Os israelenses são muito abertos para a cultura brasileira. Eles amam a música brasileira e eles amam a capoeira. Tem vários grupos de capoeiras aqui, inclusive nas escolas. Aqui em Israel, normalmente, quando você fala que é brasileiro, as pessoas abrem um sorriso e já te desarmam, te recebem de um modo diferente. A aceitação é grande”, conclui.


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