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Vai-não-vai de Temer ao G20 chama atenção para a crise no Brasil

Vai-não-vai de Temer ao G20 chama atenção para a crise no Brasil
 
O presidente Michel Temer durante uma reunião no dia 5 de junho REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente Michel Temer hesitou, mas decidiu mudar de planos e vai participar da cúpula do G20, que começa nesta sexta-feira (7), em Hamburgo, na Alemanha. Na semana passada, Temer havia anunciado que não iria mais ao G20, sem dar uma justificativa oficial. Seria a primeira vez que um chefe de Estado não compareceria ao encontro que reúne as 19 principais economias do mundo mais a União Europeia.

De acordo com especialistas, seria difícil estimar o prejuízo econômico para o Brasil, causado pela ausência do presidente, mas, aos olhos de investidores estrangeiros, a hesitação do presidente ressalta a gravidade da crise política e da instabilidade econômica.

O cancelamento da viagem havia sido tomada na semana passada, logo após a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer. A decisão histórica de não participar do principal encontro econômico mundial surpreendeu a comunidade internacional.

“É difícil dizer exatamente o que causou essa decisão de voltar atrás, mas claramente houve manifestações de vários atores dentro do Brasil e também por parte do G20. Acredito que houve a percepção de que a ausência do presidente causaria um estrago na imagem do Brasil. E que isso poderia facilmente ser evitado", analisa Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

"Foi também o entendimento de que uma viagem curta para encontrar com chefes de Estado e  participar das atividades centrais da cúpula não representaria um risco grande para o presidente. Isso não afetaria a sobrevivência política dele em Brasília”, acrescenta Stuenkel.

Preservar a imagem do Brasil no exterior

Seria difícil estimar o impacto real causado na economia brasileira a curto prazo, mas a ausência do presidente Temer só agravaria a imagem do Brasil no exterior. "O que os investidores gostam de ter é segurança jurídica, previsibilidade fiscal e, enfim, segurança do retorno do investimento. Hoje em dia, a situação brasileira é complicada com esta tríplice crise: política-econômica-social", comenta Gaspard Estrada, diretor do Observatório Político da América Latina e Caribe da universidade Sciences Po em Paris.

"Mesmo se os investimentos continuam chegando ao Brasil, eles são de outra natureza. Não são investimentos a longo prazo, mas de pessoas que desejam uma rentabilidade muito rápida, sobretudo comprando papéis do governo. Ou seja, são investimentos financeiros e não produtivos”, explica Estrada.

"O mais importante é mostrar a cara"

A cúpula do G20, na Alemanha, deve tratar de temas como mudanças climáticas, imigração e cooperação econômica internacional. Assuntos que opõem o atual presidente americano Donald Trump a grande parte dos países presentes.

Apesar de Michel Temer não aproveitar o evento para reuniões bilaterais, Oliver Stuenkel, da Fundação Getúlio Vargas, ressalta o valor simbólico da presença do presidente brasileiro.“Há chefes de Estado que programaram uma série de encontros bilaterais. Por exemplo, será a primeira vez que Vladimir Putin encontrará com Donald Trump. Esses encontros são importantes, claro, mas ninguém dirá ‘nossa, o Temer só ficou 48h’. Isso não é problema", avalia.

"Obviamente, o Temer não ficará dias, fazendo reuniões bilaterais, o que seria positivo, mas atualmente é secundário. O mais importante é mostrar a cara, pois, se não, você mostra que o Brasil não se importa com as grandes questões internacionais”, enfatiza Stuenkel.

O presidente Michel Temer, em Brasília, no dia 26 de junho de 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino

Mostrar a cara e defender a recuperação do Brasil. Tentar convencer a comunidade internacional que a crise vivida no Brasil desde 2013 está chegando ao fim, que o pior já passou.

Seria esse o objetivo da presença de última hora do presidente Michel Temer na cúpula do G20 na Alemanha. Contudo, o cancelamento da viagem e a hesitação em deixar o país por alguns dias demonstram que vai ser preciso muito mais do que um aperto de mão ou uma foto oficial para sustentar o discurso do governo.

 


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