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Brasil

Para manter verba da Noruega, Brasil diz que vai frear desmatamento na Amazônia

media Vista da floresta amazônica, no Brasil REUTERS/Bruno Kelly/File Photo

O governo brasileiro assegurou que a aceleração do desmatamento na floresta amazônica está sendo revertida depois que a Noruega, o maior doador do Fundo da Amazônia, ameaçou cortar seu financiamento.

A Noruega contribuiu até o momento com US$ 1,1 bilhão ao fundo de proteção da floresta amazônica, criado pelo Brasil em 2008 para lutar contra o desmatamento, fator que influencia no aquecimento global.

"A nossa expectativa e os dados preliminares ainda passíveis de refinamento, nos dizem que essa curva ascendente do desmatamento começou a ser revertida", disse neste sábado (24) o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em coletiva em Brasília.

O ministro convocou o ato pouco depois de ter aterrissado no Brasil para esclarecer uma série de "mal entendidos" sobre o anúncio do governo norueguês e algumas declarações feitas por ele em Oslo, onde acompanhou a visita do presidente Michel Temer.

Sarney Filho disse que "somente Deus" pode garantir a diminuição do desmatamento da Amazônia, embora o governo estivesse tomando "todas as providências" a respeito.

Ameaça

O repasse anual, que diminui conforme o ritmo do desmatamento aumenta, já baixou em 2016. A ministra norueguesa do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, advertiu que poderia cair a zero este ano no caso de uma nova aceleração do desmatamento, ou "mesmo que modesta", ao denunciar um aumento das atividades pecuária e agrícolas nesta zona.

Sarney Filho assegurou que o aumento "significativo" do desmatamento da Floresta Amazônica se deu durante os dois últimos anos do governo de Dilma Rousseff por uma diminuição do orçamento.

Antes de iniciar a sua viagem internacional à Rússia e à Noruega, em meio a graves acusações de corrupção, Temer vetou duas medidas que reduziriam em 600.000 hectares as zonas de proteção da Floresta Amazônica.

Para organizações de proteção ambiental, como o Greenpeace, há rumores de que o conteúdo destas medidas será retomado em um próximo projeto de lei. O veto foi apenas uma manobra política para acalmar os ânimos.

O desmatamento na Amazônia brasileira se intensificou nos últimos dois anos e aumentou 24% em 2015 e 29% em 2016, segundo dados oficiais de observação por satélite.

(Com informações da AFP Brasil)

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