Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 20/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 20/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/08 15h00 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/08 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Últimas notícias
  • Polícia da Espanha encontra 120 botijões de gás para "um ou vários atentados" em Barcelona
Brasil

Michel Temer fica, mas sem apoio político nem popular

media Michel Temer fica, mas sem apoio político nem popular Reuters

O presidente Michel Temer fica isolado no governo depois de revelação de gravações comprometedoras, que levaram à abertura de inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento Vem Pra Rua, partidos de oposição e centrais sindicais, como a CUT, anunciam manifestações em várias cidades do país no próximo domingo (21).

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

O presidente da República, Michel Temer, repetiu no pronunciamento desta quinta-feira (18) a fala de sua antecessora no poder: “Não renunciarei”.

O desfecho de Dilma Rousseff todos conhecem. Agora o que deve acontecer com Temer ainda é uma incógnita, apesar das crises política e econômica apontarem que a permanência dele no cargo é insustentável.

Principalmente depois que o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito contra o presidente, que passou a ser investigado na Lava Jato.

O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República. Em gravação que vazou nesta quarta-feira (17), Temer incentivou a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso. O presidente pediu ao STF o acesso aos áudios para tentar se defender.

Temer não renunciou, mas crescem as chances para perda do cargo. Deputados, senadores e partidores engrossaram nesta quinta-feira os pedidos de abertura de processo de impeachment ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Cabe a ele decidir se aceita denúncia contra Temer por crime de responsabilidade. “O presidente Temer não nos deixa outra opção que não seja buscar seu o processo de afastamento”, disse o senador Ronaldo Caiado, do DEM.

O senador Alvaro Dias, do PV, avalia que a permanência de Temer agrava a crise. “É inevitável a continuidade dos processos, o penal no STF e o de impeachment no Congresso. A nação, entretanto, continuará sangrando.”

A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, disse que o governo de Temer já acabou. “Sua queda é questão de tempo”, declarou.

Se o processo de impeachment for aberto, uma comissão especial será criada – seguindo o mesmo rito do processo de Dilma Rousseff, o que pode demorar meses. Outra possibilidade é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse a chapa Dilma-Temer. O julgamento será retomado no dia 6 de junho. Em caso de cassação, devem ser convocadas eleições diretas, com o voto do eleitor.

Domingo de protestos

Nas redes sociais, há vários movimentos que defendem “Diretas Já”. O grupo “Vem Pra Rua”, partidos políticos de oposição e centrais sindicais, como a CUT, anunciaram manifestações em várias cidades do país no próximo domingo (21).

Parlamentares da oposição defendem a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para que ocorram eleições diretas, e não indiretas, quando o novo presidente é escolhido pelo Congresso Nacional.

“O povo vai as ruas. Eleições diretas é o caminho”, disse a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, após pronunciamento de Temer.

Também pesa contra Temer o fato de aliados começarem a anunciar saída do governo. A bancada do PSDB da Câmara defendeu a entrega de cargos.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, foi o primeiro a anunciar demissão. Outras legendas tomaram a mesma postura, como o PPS, que deve deixar a pasta da Cultura, ocupada por Roberto Freire.

Além de perder ministros, Temer também perde a governabilidade no Congresso Nacional – a tramitação das reformas, por exemplo, foi adiada diante da crise. “Não podemos retomar a rotina do Congresso como se nada tivesse acontecido”, disse o senador Caiado.

FHC defende renúncia

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos que defendeu a renúncia de Temer. “Se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia. O país tem pressa. Não para salvar alguém ou estancar investigações”, declarou FHC numa rede social. Ele disse ainda que a solução para a grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição.

O ministro mais antigo do STF, Celso de Mello, também pediu “obediência irrestrita à Constituição”. "Mais do que nunca, neste particular momento em que o Brasil situa-se entre o seu passado e o seu futuro, os cidadãos deste país, as instituições nacionais e os membros integrantes dos Poderes do Estado devem prestar obediência irrestrita à Constituição e às leis da República como condição de preservação de nossas liberdades fundamentais e de proteção a nossos direitos!”, disse o decano.

O presidente Temer passou o dia reunido com ministros e aliados até decidir que não renunciaria. Ele cancelou toda a agenda, que previa conversas com 18 deputados e senadores, além do pastor Silas Malafaia, e do presidente do PTB na Paraíba, Wilson Santiago.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.