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Brasil

Le Monde diz que inquéritos do STF confirmam a banalização da corrupção no Brasil

media A abertura da investigação lançada pelo ministro do STF, Edson Fachin, sacudiu o panorama político brasileiro, diz Le Monde REUTERS/Ueslei Marcelino

O jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira (13) traz uma reportagem sobre a autorização de abertura, pelo STF, da investigação de ministros, governadores, senadores e deputados brasileiros por denúncias de corrupção relacionadas à operação Lava Jato. O texto explica que o escândalo atinge todas as esferas do poder no país.

Com o título “o Brasil na tempestade Lava Jato”, a correspondente do vespertino conta como Brasília viveu esta quarta-feira tumultuada, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou a abertura da investigação. Ela relata que, por volta das 17 horas, os parlamentares começaram a abandonar o Congresso, deixando para trás o importante voto sobre a crise do orçamento.

Segundo a jornalista, o vazio que tomou conta do Congresso mostra bem a agonia que reina na capital federal após a divulgação da lista de nomes dos políticos visados pela investigação lançada por Fachin. “O escândalo atinge praticamente todos os partidos políticos, o poder legislativo, o executivo, os presidentes da Câmara de Deputados, do Senado e os ex-presidentes de direita e de esquerda”, explica a correspondente do Le Monde no Brasil.

De acordo com o texto, a iniciativa de Fachin, que envolve oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados, “confirma a banalização da corrupção em todos os níveis do poder brasileiro. As acusações não visam apenas, como muitos denunciavam durante o início do processo, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula, Dilma e seus aliados, mas todo o espectro político”, analisa a reportagem.

O vespertino explica que, segundo os mais otimistas, “a lista de Fachin” é uma boa ocasião para limpar e renovar o velho mundo político brasileira. Porém, comenta a correspondente, a maior parte dos analistas é bem mais prudente: “Em 2015, uma primeira lista divulgada pelo Supremo visava cerca de 50 personalidades políticas e, até agora, apenas cinco foram alvo de acusações penais”, recorda. Segundo o texto, isso acontece por causa da demora da justiça brasileira, mas também da habilidade dos advogados, que conseguem atrasar e até evitar sanções.

Porém, comenta a reportagem do Le Monde, em termos de imagem a situação é delicada, pois a eleição presidencial se aproxima e o escândalo respingou em todos os possíveis candidatos.

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