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Brasil

Reformas do governo Temer atraem investidores estrangeiros, diz Les Echos

media Reformas propostas pelo governo de Michel Temer valorizam o potencial da economia brasileiro a longo prazo, diz Les Echos. REUTERS/Ueslei Marcelino

O jornal Les Echos que chegou às bancas nesta manhã (12) traz uma matéria sobre a aposta dos investidores estrangeiros no Brasil. Segundo o correspondente do diário em São Paulo, Thierry Ogier, as reformas propostas pelo governo de Michel Temer valorizam o potencial da economia brasileira a longo prazo.

Les Echos ressalta que, apesar da recessão, os investidores estrangeiros continuam sendo atraídos pelo Brasil, na expectativa da recuperação econômica do país. O jornal escreve que a aposta das empresas internacionais no Brasil bateram um novo recorde no mês de fevereiro, totalizando mais de US$ 11 bilhões de investimentos. A previsão para 2017 aponta que um capital de US$ 75 bilhões de dólares deve ser investido no país.

"Isso é um sinal que, apesar da instabilidade política, o Brasil continua no radar das multinacionais", avalia o correspondente do Les Echos em São Paulo. Nos últimos 12 meses, os investimentos estrangeiros diretos se aproximaram dos 5% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com as estatísticas oficiais.

Tulio Maciel, diretor do Banco Central, entrevistado pelo Les Echos, comemora as boas previsões. "O Brasil continua representando um grande mercado, atraente, dotado de bases sólidas", enfatiza.

Redução do déficit orçamentário

Para o jornal, o governo de Michel Temer batalha em diversos frentes para colocar em prática reformas estruturais no Brasil. O objetivo principal, salienta o jornalista, é reduzir o déficit orçamentário. Por isso, segundo Les Echos, o ministro das Finanças, Henrique Meirelles, não poupa esforços no Congresso para adotar uma impopular reforma da previdência, que prevê aposentadorias a partir de 65 anos. "Mas, diante da diante da divisão dos aliados do governo no Congresso, foi necessário fazer concessões aos mais pobres e a certas categorias de funcionários públicos", explica o diário.

Nada que impeça o governo Temer de dar continuidade ao projeto contra o qual milhares de brasileiros a protestaram. "Pode haver algumas mudanças aqui e lá, mas estamos muito confiantes. As pessoas compreendem a necessidade desta reforma", estima o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, citado na matéria do Les Echos.

Outra batalha, diz o jornal, é a flexibilização do Código do Trabalho. Para isso, o Congresso já aprovou a Lei da Terceirização e está debatendo medidas para desengarrafar os tribunais. Apenas no ano passado a Justiça do trabalho recebeu 3 milhões de novos processos, devido a uma legislação considerada antiga e extremamente imprecisa, avalia o diário econômico.

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