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Brasil

Blairo Maggi faz de tudo para salvar carne brasileira, diz Le Monde

media O ministro Blairo Maggi visita um supermercado em Brasília no final de março. Reuters/Adriano Machado

 O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (11) traz uma reportagem sobre o escândalo da carne no Brasil. Com o título “Blairo Maggi, um ministro que socorre a carne brasileira”, a matéria, que tem destaque na primeira página do caderno de economia do vespertino francês, explica como o ex-governador do Mato Grosso tenta minimizar o impacto da operação “Carne Fraca”.

 "Latifundiário, carnívoro e bilionário, Blairo Maggi navega entre uma churrascaria e outra", ironiza o jornal, para falar do gosto do gaúcho pela carne. "Desde o início da operação Carne Fraca, o ministro da agricultura não perde uma oportunidade de defender o produto brasileiro.”

A correspondente do Le Monde no Brasil relembra aos leitores o histórico do escândalo, fruto de dois anos de investigação, que revelou um esquema de corrupção envolvendo grandes nomes da indústria agropecuária brasileira. Para o Brasil, primeiro exportador mundial de frango e número dois do mundo na exportação de carne bovina, a operação foi um “soco no estômago”, diz a jornalista, citando uma declaração do próprio ministro.

Desde então, conta Le Monde, Maggi roda mundo para mostrar que o consumo de carne brasileira não representa nenhum risco. A reportagem afirma que os esforços do ministro têm dado certo, já que vários países suspenderam o embargo imposto aos produtos vindos do Brasil.

Mas o texto ressalta que esse interesse de Maggi também tem uma motivação pessoal, já que a performance da indústria da carne pode ter um impacto em várias áreas, inclusive na sua própria empresa, do grupo Amaggi, uma das líderes mundiais da soja. Afinal, como lembra Le Monde, o cereal também é utilizado para alimentar os animais criados para o abate.

O ex-governador do Mato Grosso é apresentado como um defensor do agrobusiness, que nem sempre pensou no meio ambiente. O jornal lembra das ações pouco ecológicas de Maggi quando governava o Estado e recorda que ele chegou a ganhar o irônico prêmio da “Motosserra de Ouro” da ONG ambientalista Greenpeace.

Porém, apesar desse interesse de Maggi e de várias críticas dos que veem no ministro um defensor dos latifundiários, a reportagem ouviu alguns militantes ecologistas mais ponderados, que reconhecem que o ministro não é o principal inimigo do meio ambiente. “Ele está longe de ser o pior”, comenta nas páginas do Le Monde Nilo D'Ávila, do Greenpeace. Já para Márcio Santilli, do Instituto Socioambiental, se “o ministro disse muitas besteiras, ele ainda é alguém aberto ao diálogo”.

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