Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 11/12 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 11/12 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 11/12 14h00 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 11/12 08h30 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 10/12 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 10/12 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 10/12 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 08/12 08h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Sucesso de comédias e filmes religiosos reflete gosto dos brasileiros, diz revista do Le Monde

Sucesso de comédias e filmes religiosos reflete gosto dos brasileiros, diz revista do Le Monde
 
Cena do filme "Minha Mãe é Uma Peça 2", nas páginas da revista semanal do jornal Le Monde Reprodução

A revista semanal M do jornal francês Le Monde se interessou pelos sucessos recentes do cinema brasileiro. Em reportagem de página inteira, a correspondente do veículo no país conta como os filmes populares vêm conquistando o público e refletem o gosto da população.

A jornalista relata aos leitores franceses que o filme “Minha Mãe é Uma Peça 2”, de César Rodrigues, se tornou, com mais de 9 milhões de expectadores e um faturamento de R$ 118 milhões de reais, uma das produções mais lucrativas da 7ª arte no Brasil. “Apesar de ter sido desprezado pela crítica, o longa-metragem foi um sucesso de público”, pondera a reportagem, ilustrada com uma foto de uma das cenas do filme, com o ator Paulo Gustavo na pele do personagem Dona Hermínia.

A correspondente explica que a única produção que conseguiu se aproximar de “Minha mãe é uma peça 2” foi “Os Dez Mandamentos”, que a jornalista descreve como “uma epopeia bíblica cinematográfica apoiada pela igreja evangélica”. Segundo a reportagem, “esses sucessos mostram duas caras da sociedade brasileira: de um lado, a atração pela religião, alimentada pela potência crescente dos movimentos neopentecostais, e, de outro, o apetite irresistível por uma leveza despreocupada”.

"Brasileiro não vai ao cinema para pensar"

Para entender o fenômeno, Le Monde interrogou a crítica de cinema e ex-diretora da cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Susana Schild. Segundo ela, “no Brasil, os expectadores não vão ao cinema para pensar, para ver Godard, e sim para se divertir e escapar de uma vida quase sempre violenta e complicada”. A correspondente no Brasil completa explicando que, após a onda intelectual do Cinema Novo nos anos 1960 e dos dramas sociais, como “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite” nos anos 2000, a comédia se tornou uma garantia de público.

A jornalista também cita Bruno Wainer, diretor da distribuidora Downtown Filmes, ouvido pela Folha de S.Paulo. Para ele, o sucesso das comédias também se deve ao fato de que "elas tratam de assuntos ligados à classe média, como família, dinheiro, relações".

Além disso, completa Le Monde, há nessas produções uma constante homenagem à figura materna. “A mãe, onipresente e onisciente, é um dos pilares da vida dos brasileiros”, analisa a correspondente. Segundo ela, o personagem de Dona Hermínia poderia representar todas as mamães brasileiras, irritantes, intrusivas, mas adoradas, completa a reportagem da revista semanal do jornal francês Le Monde.


Sobre o mesmo assunto

  • Brasil tem forte presença no festival de cinema latino de Toulouse

    Saiba mais

  • Cahiers du cinéma analisa produção brasileira "pós-golpe"

    Saiba mais

  • Brasileiro Aquarius está na disputa pelo César, o Oscar francês

    Saiba mais

  • RFI CONVIDA

    Crise brasileira dá o tom de festival de cinema em Paris

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.