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Brasil

Libération diz que escândalo da Petrobras "estremece" toda a classe política do Brasil

media Reprodução de matéria publicada no jornal Libération desta quinta-feira (16). Reprodução/Libération

O capítulo desta semana do escândalo Petrobras ocupa uma página inteira do jornal Libération que chegou às bancas na manhã desta quinta-feira (16). "Escândalo Petrobras: a lista que estremece a classe política brasileira" é a manchete da matéria que indica que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou 83 pedidos de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (14) para investigar ministros e parlamentares citados nas delações da Odebrecht.

"De direita como de esquerda, do poder à oposição. Há semanas, Brasília esperava com angústia a lista de políticos que se beneficiaram da generosidade do grupo Odebrecht, que superfaturava seus contratos com o grupo Petrobras para repassar comissões aos partidos", ironiza o diário.

Segundo Libération, a Odebrecht decidiu "se sentar à mesa", decisão que dá uma nova dimensão ao caso. As delações - ainda sob segredo de Justiça - serviram de base para a lista de Janot. No total, ressalta o diário, 170 políticos seriam citados. "As identidades ainda não foram reveladas, mas, de acordo com a imprensa brasileira, o presidente Michel Temer não faria parte da lista. Mesmo se ele pediu à Odebrecht, em 2014, 10 milhões de reais para financiar seu partido, o PMDB, quando ainda era vice-presidente de Dilma Rousseff", escreve o Libé.

O jornal também ressalta que cinco ministros do governo Temer fariam parte da lista, além de alguns de seus principais aliados. Como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do senado, Eunício de Oliveira, e os senadores tucanos José Serra e Aécio Neves.

Com as novas revelações, a tese da perseguição contra a esquerda brasileira perde peso, avalia a professora de sociologia da Universidade Federal de São Paulo, Esther Solano, entrevistada pelo Libération. "Antes exclusivamente centrada no Partido dos Trabalhadores, o escândalo envolve agora todo o sistema político brasileiro", salienta. Segundo ela, a "lista Janot" mergulha toda a coalizão que está no poder em uma tempestade. Isso porque, os principais partidos do atual governo, o PMDB e o PSDB, duas forças motoras do impeachment de Dilma Rousseff, levantaram a bandeira contra a corrupção para tirar o PT do poder. "Agora é a vez deles ocuparem o centro do escândalo", escreve Libération.

Revolta das ruas

O novo governo enfrenta também a revolta das ruas contra a reforma da Previdência que o governo quer fazer passar à toda força para enfrentar a pior recessão da história do Brasil, ressalta o jornal. Com as reformas, apoiadas pela elite econômica, o PMDB pensa que pode escapar da Justiça, reitera o diário.

Enquanto isso, os principais partidos brasileiros se articulam no Congresso para que os crimes de financiamento ilegal de campanha sejam anistiados. Será que essas manobras serão, de fato, possíveis?, questiona Libé. "Tudo depende da pressão das ruas, até agora apática", conclui o jornal.

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