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Brasil

Em Lisboa, Dilma apoia Lula, mas não descarta se candidatar no futuro

media A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff,que está fazendo um giro pela Europa, disse em Lisboa ter sido vítima de um "golpe parlamentar" Facebook/Dilma Rousseff

A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff está em Lisboa, numa visita de quatro dias, para participar de vários encontros e abrir um ciclo de palestras. Em entrevista coletiva, a ex-chefe de Estado exprimiu seu apoio a Lula em caso de candidatura para as próximas eleições, mas não descartou a hipótese de participar de um pleito no futuro.

Adriana Niemeyer, correspondente da RFI em Lisboa

O ciclo de palestras sobre “Neoliberalismo, desigualdade democracia sob ataque” foi organizado pela Fundação Saramago e a Casa do Brasil em Portugal. Segundo um dos participantes da comitiva de recepção de Dilma, nenhum representante da Embaixada do Brasil esteve presente na chegada ao aeroporto, mesmo sendo este um ritual habitual para todos os ex-presidentes do Brasil.

Em entrevista coletiva, da qual participaram principalmente jornalistas portugueses e apenas alguns brasileiros, Dilma criticou o processo de impeachment do qual foi vítima. Logo no início do encontro ela declarou que o seu afastamento foi “um golpe parlamentar. Porque apesar da Constituição exigir um crime de responsabilidade – o que no meu caso não houve – foi claramente um processo manipulado”, alegou. 

“Eu acredito que se em todo mundo os chefes de Estado fossem afastados pelo mesmo motivo que eu fui, haveria um afastamento por semana”, disse Dilma. “Fui afastada por ter feito três decretos, que no máximo poderiam ser considerados uma irregularidade administrativa, pela qual deveria ter sido advertida, e mais nada”, completou a ex-presidente.

Dilma comentou as pesquisas de opinião, que apontam Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro lugar, com 38% das intenções de votos para as eleições presidenciais de 2018, seguido por Marina Silva com 11%. Para a ex-chefe de Estado, a probabilidade do ex-presidente ser eleito é muito grande e representa o encontro marcado dos brasileiros com a democracia. “O Brasil só entrará nos trilhos novamente quando houver a expansão da democracia e não do encurtamento dela. Mesmo se Lula perder não tem problema, porque isso faz parte do processo. Mas quem ganhar a eleição terá a legitimidade de recompor o país”, disse Dilma.

"Eleger Lula em 2018 é minha proposta"

Questionada porque o ex-presidente vai se candidatar nas próximas eleições e ela não, Dilma respondeu diretamente: “porque ele tem uma popularidade de 38% e eu não”. Mas acrescentou que poderá ser candidata no futuro, “porque se eu negar agora e mais adiante resolver me candidatar para algum cargo, vou aparecer na fita como mentirosa. Então digo que sim agora, mesmo que não o faça no futuro”, explicou para os jornalistas. “Mas eleger o Lula em 2018 é realmente a minha proposta. Eu sempre fiz política e não preciso de cargo para isso”.

A ex-presidente também disse ter sido vítima da imprensa brasileira, que criticou todos os grandes projetos sociais, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Dilma admitiu que as iniciativas têm “algumas falhas”, mas que tiraram muitas famílias da pobreza, “e esses são dados que ninguém pode contestar”, concluiu. 

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