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Brasil

Aloysio Nunes discute Mercosul e UE em primeira viagem como chanceler

media Aloysio Nunes viajou a Buenos Aires em sua primeira viagem como chanceler. Divulgação

Numa reunião de chanceleres marcada pelo hermetismo para evitar manifestações populares contrárias, o Mercosul foi o âmbito de estreia internacional de Aloysio Nunes como ministro das Relações Exteriores, nesta quinta-feira (9).

Do correspondente da RFI em Buenos Aires

O encontro entre os chanceleres de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai teve ênfase econômica na próxima rodada de negociações por um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, no próximo dia 20, e ênfase política na situação da Venezuela, suspensa do bloco sul-americano desde dezembro.

A primeira viagem internacional do novo chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, procurou evitar as manifestações populares que o seu antecessor, José Serra, sofreu em Buenos Aires em maio, em outubro e em dezembro, quando foi encurralado por manifestantes aos gritos de "golpista". Em maio, Serra visitou a Argentina pela primeira vez acompanhado pelo próprio Aloysio Nunes, então senador, e precisou entrar pelas portas dos fundos do Palácio San Martín, sede da Chancelaria argentina.

"Não temos informação a difundir. Não podemos informar nada", respondia a assessoria de imprensa da Chancelaria argentina na véspera de um encontro de máximo nível.

União Europeia, cada vez mais perto

A reunião entre os chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai também serviu para os quatro países afinarem a oferta que vão apresentar em conjunto entre os dias 20 e 24 de março, durante a reunião birregional Mercosul-União Europeia em Buenos Aires por um acordo de livre comércio que ganhou mais impulso a partir do protecionismo norte-americano desde a chegada do presidente Donald Trump. O acordo com a União Europeia é a prioridade do Mercosul.

"As perspectivas são muito favoráveis. Há um interesse grande da parte deles (dos europeus) e da nossa parte também. Falamos dessa oportunidade que temos agora de avançarmos e de concretizarmos o nosso entendimento com a União Europeia", acredita Aloysio Nunes. "Mas para que essa oportunidade seja aproveitada, temos de nos azeitarmos entre nós também. Precisamos fazer a lição de casa em relação aos nossos problemas, entraves e obstáculos ao livre comércio entre nós", considera.

E, num momento em que o protecionismo do presidente norte-americano, Donald Trump, altera a relação comercial pelo mundo, o Mercosul enxerga também a oportunidade de ganhar terreno aproximando-se da Aliança do Pacífico (Chile, Peru, Colômbia e México), com uma reunião entre os dois blocos nos próximos dias 7 e 8 de abril, em Buenos Aires.

Venezuela, cada vez mais longe

A situação da Venezuela voltou a aflorar a partir de uma escalada no enfrentamento político interno entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição venezuelana e que reforçaram a rota de colisão entre a Venezuela e os vizinhos do Sul.

"Falamos sobre a nossa preocupação com a situação democrática, desejando que os venezuelanos encontrem uma forma de superar isso, de seguir o caminho da democracia, que o calendário eleitoral seja respeitado, que haja respeito pela prerrogativas da Assembleia e sobre a nossa preocupação com os presos políticos", descreve.

Em dezembro, a Venezuela foi suspensa do Mercosul
numa jornada marcada pela insistência da chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em participar de uma reunião na qual foi proibida de estar.

Tecnicamente, a Venezuela foi suspensa por não ter completado em tempo e forma os passos necessários para a sua adesão definitiva, deixando de incorporar as normativas do bloco. Politicamente, Brasil, Argentina e Paraguai consideram que o governo Maduro não cumpre com a Carta Democrática do Mercosul ao não respeitar os Direitos Humanos, em geral, e por ter presos políticos, em particular. Com a Venezuela afastada, o Mercosul encontrou a convergência para o livre comércio.

"O que temos hoje nos países do Mercosul é uma convergência de pontos de vista em relação a muitas dessas questões sobre a concepção da liberdade de comércio, intercâmbio entre as pessoas, liberdade democrática, segurança jurídica. Existe uma convergência e isso é uma oportunidade muito importante para nós avançarmos agora", observa Aloysio Nunes.

Malvinas

Antes e depois da reunião de chanceleres do Mercosul, Aloysio Nunes teve encontros sobre a relação bilateral Brasil-Argentina primeiro com a ministra argentina das Relações Exteriores, Susana Malcorra, e depois foi recebido pelo presidente Mauricio Macri.

Antes da reunião com o colega brasileiro, a chanceler Susana Malcorra disse que "a queixa sobre as Malvinas ainda existe". A reclamação argentina refere-se a, pelo menos, doze voos militares em 2015 e seis em 2016 da Grã-Bretanha às ilhas Malvinas, usando aeroportos brasileiros como entreposto ao arquipélago, cuja soberania é motivo de disputa entre Argentina e Reino Unido. A Argentina ainda espera as explicações formais do governo brasileiro, cujo compromisso de solidariedade com os argentinos é o de não receber, nos seus aeroportos e portos, aeronaves e navios de guerra britânicos com destino às Malvinas.

"A nossa orientação em relação à soberania argentina sobre as Malvinas é absolutamente intocável. O critério para a autorização desses voos continua sendo o da emergência e o humanitário. O que estamos verificando agora são os procedimentos para torná-los mais rigorosos e mais transparentes. É uma coisa que já vinha de anos, mas que precisa mudar efetivamente', explica o chanceler brasileiro.

Já a reunião na Casa Rosada com o presidente Mauricio Macri foi para reforçar a sintonia entre os dois governos. "Foi mais um abraço", resumiu Aloysio Nunes.

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