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Brasil

Odebrecht é uma multinacional da corrupção, diz Le Monde

media Escândalo da Odebrecht tem ramificações em vários países. REUTERS/Paulo Whitaker

O jornal francês Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (7) traz uma reportagem de página inteira sobre o escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht. O vespertino explica que o esquema de propinas da empresa teve ramificações em vários países.

O texto, redigido por jornalistas e correspondentes em várias partes do mundo, relata que a Odebrecht fazia parte de um cartel formado por outros grupos da construção civil, que compartilhava o lucrativo filão das concorrências públicas da Petrobras. Esses contratos, “superfaturados”, eram assinados em troca de generosas contrapartidas aos diretores da Estatal, “molhando pelo caminho a mão de políticos de todas as tendências”, explica o jornal.

Mas segundo Le Monde, a gigante da construção civil, que está à frente de 2 mil projetos em 30 países, implementou esse esquema muito além das fronteiras brasileiras. De acordo com o vespertino, a Odebrecht distribuiu milhões de dólares na América Latina e África graças ao que o jornal chama de “departamento de propinas”.

A reportagem traz uma lista dos países envolvidos no escândalo, e mostra como vários líderes políticos podem estar envolvidos no esquema. A reportagem traz dados do departamento de justiça dos Estados Unidos, que afirma que o sistema de propinas teria permitido ao grupo brasileiro ganhar, de forma indevida, quase US$ 1,5 bilhão.

Um dos principais países apontados é a Venezuela, onde o desvio de dinheiro pode chegar a US$1 bilhão. Em seguida, informa Le Monde, vem a República Dominicana, terceira nação que mais registrou propinas depois do Brasil e da Venezuela.

O texto explica como um próximo do presidente argentino Mauricio Macri foi atingido pelo caso, aponta que foram levantadas suspeitas sobre próximos do presidente mexicano Enrique Peña Nieto, e se interessa pelo caso do Panamá, onde os dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli também estariam envolvidos. Ainda no continente americano, Le Monde ressalta que os contratos conquistados sem concorrência pela Odebrecht em Cuba, em 2009, em um negócio cercado de segredos, estão entre os suspeitos, enquanto no Perú, as denúncias contra a construtora fizeram com que o grupo fosse banido do país.

Africanos também entraram na lista

Le Monde também enfoca os contratos da empresa brasileira no continente africano. O vespertino conta como em Angola, onde a Odebrecht está presente há trinta anos e é o primeiro empregador privado do país, o grupo pagou US$ 50 milhões entre 2006 e 2013 a representantes do governo para obter contratos públicos e embolsar US$ 262 milhões de lucros.

Apesar de valores menores, a situação de Moçambique também preocupa pois, segundo a reportagem do Le Monde, a Odebrecht teria distribuído US$ 900 mil de propinas no país entre 2011 e 2014. Segundo o vespertino, um dos principais beneficiários pode ser o próprio presidente moçambicano, Armando Guebuza.

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