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Geógrafo francês expõe em Paris reflexões sobre futuro da Amazônia brasileira

Geógrafo francês expõe em Paris reflexões sobre futuro da Amazônia brasileira
 
Denis Chartier, geógrafo e pesquisador francês. Foto: RFI

A exposição "Gaiagrafia: Percursos Amazônicos", em cartaz atualmente no espaço Krajcberg, em Paris, pretende contribuir para uma conscientização do homem sobre as práticas que destroem o meio ambiente.

Seu idealizador, o geógrafo e professor da Universidade de Orléans, Denis Chartier, é pesquisador associado do Museu do Homem e especialista em questões ambientais, políticas de conservação e ecologia política.

A Amazônia brasileira é seu espaço de pesquisa, investigação e também laboratório do projeto "Gaiagrafia", conceito desenvolvido pela filósofa Isabelle Stengers, que fala da “intrusão de Gaia”, base de seu trabalho científico.

“Ela evoca a teoria científica de que os humanos na Terra estão interconectados, e essa interconexão vai construir a atmosfera e a condição de nossa própria existência”, explica. “Nós fazemos parte, assim como as bactérias e todas as coisas com vida, mas o aquecimento global coloca nossa própria existência em risco”, continua.

Nessa perspectiva, a Amazônia é o exemplo de um “microcosmo do planeta” que sofre o impacto rápido da destruição e até mesmo da ação legal do homem em prejuízo da natureza.

Na entrevista à RFI Brasil, Denis Chartier lembrou de sua primeira expedição a Porto de Moz, perto de Altamira, no interior do Pará. Ao voltar ao local 15 anos depois, ele pôde verificar mudanças profundas na comunidade local.

“A transformação foi uma loucura. Era uma pequena cidade amazônica e, em pouco mais de uma década, já tinha muitos bancos, produtos chineses etc. Tudo foi muito rápido e isso, claro, tem um grande impacto e muda a relação das pessoas com a floresta e o meio ambiente”, diz.

Ponte entre a academia e a arte

Acadêmico, ele percebeu que seu trabalho de investigador e pesquisador divulgado por meio de artigos e publicações tem um impacto limitado. Por isso, decidiu recorrer à arte para falar a um público mais amplo. A exposição se insere em uma iniciativa pessoal de contribuir para uma mobilização que o geógrafo chama de “despertar de consciências”.

Para isso, reuniu imagens, objetos, sons e vídeos coletados e captados durante suas diversas expedições para apresentar ao público francês o resultado de suas pesquisas, observações e reflexões.

No espaço da exposição, lascas e troncos de árvores são exibidos ao lado de fotografias de plantas e alto falantes que reproduzem o som de derrubada de árvores por motosserras. Numa sala, vídeos de caboclos desafiando os rios amazônicos e seus imensos igarapés com suas pequenas embarcações dividem espaço com leituras de textos alertando para o uso de venenos nas áreas florestais e agrícolas.

“Não se trata apenas de denunciar o que acontece na Amazônia, mas encontrar alternativas aos modos de desenvolvimento não sustentáveis. Algumas comunidades tentam construir alternativas, mas é muito difícil quando se está em meio a um sistema capitalista e industrial muito forte”, afirma.

“Às vezes, quando você lê um livro, você sente a necessidade de fazer algo, agir. Minha ideia com a exposição é a mesma coisa. Se uma pessoa sair da exposição e olhar um tronco de árvore em Paris e disser: ‘isso é lindo’, já pode ser um passo para iniciar uma nova relação com a natureza”, diz, esperançoso.

A exposição "Gaiagrafia: Percursos Amazônicos" foi inaugurada no dia 20 de janeiro vai até o dia 23 de março.
 


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