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Brasil

Brasil teme contrabando de armas de rebeldes das Farc na fronteira

media Guerrilheiros das Farc caminham na fronteira da Colômbia Reuters/John Vizcaino

Na próxima terça-feira (31), os ministros da Defesa, Raúl Jungmann, do Brasil, e Luís Carlos Villegas, da Colômbia, vão se reunir para discutir a segurança na fronteira entre os dois países. O Brasil se preocupa com a passagem de armas das Farc para o seu território.

Em novembro passado, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram um acordo de paz com o governo, no qual se comprometeram a se desarmar e a retornar à vida civil em um prazo de seis meses. Mas 5% dos guerrilheiros não vão aderir ao processo de paz, segundo dados revelados pelo governo colombiano, e o Brasil teme que suas armas acabem nas mãos de criminosos do outro lado da fronteira.

"Existem alguns dissidentes das Farc que não estão dispostos a entrar nesse processo de paz, e há um temor, justificado ou não, de que parte desse arsenal possa migrar para as nossas cidades", disse Jungmann em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27), em Brasília.

O ministro explicou que a reunião com as autoridades colombianas acontecerá em Manaus, na terça-feira que vem. O objetivo é a criação de um protocolo conjunto para combater o tráfico de armas e de drogas na linha entre os dois países.

Sistema penitenciário em crise no Brasil

O tráfico fronteiriço preocupa especialmente o Brasil, que enfrenta uma grave crise em seu sistema penitenciário, com confrontos sangrentos entre facções rivais. A superlotação das penitenciárias facilita que grupos criminosos introduzam armas, drogas e celulares nas prisões e comandem suas operações de dentro dessas instituições. Essa situação implodiu no começo de 2017, com episódios horrorosos entre gangues do tráfico. As violências fizeram 140 mortos, muitos deles decapitados e desmembrados, em três grandes presídios brasileiros, em Manaus (67 mortos), Roraima (33 mortos) e Rio Grande do Norte (26).

Nesta sexta-feira, mais de 300 militares entraram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Roraima, palco de um dos massacres, para fazer uma batida em busca de armas, explosivos, celulares e drogas.
 

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