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Palestinos refugiados no Líbano são pessoas “sem direitos e sem papéis”, diz socióloga

Palestinos refugiados no Líbano são pessoas “sem direitos e sem papéis”, diz socióloga
 
Glenda Santana de Andrade, sociologa e cientista politica. RFI

A socióloga e cientista política Glenda Santana de Andrade fala com paixão de seu tema de pesquisa: os palestinos refugiados no Líbano. Mas é um entusiasmo que pede urgência para uma situação que se arrasta há sete décadas, desde 1948, com o êxodo palestino pelo mundo.

 

Esse é o tema do livro que está sendo lançado na França “Quelle citoyenneté dans les camps de réfugiés? Les palestiniens au Liban”, pela editora L’Harmattan, resultado de sua pesquisa de mestrado.

Depois de uma ampla pesquisa teórica, a socióloga passou dois meses no campo de Shatila, na periferia de Beirute. A partir daí, ela teve acesso a outros acampamentos e aglomerações em outros pontos do Líbano.

“São hoje, no mundo, cinco milhões de refugiados palestinos. No Líbano, os números variam bastante, mas podemos encontrar de 400 mil a 800 mil”, dependendo se são estimativas do governo ou de instituições, explica Glenda.

“Em sua maioria, são pessoas que vivem em acampamentos improvisados há quase sete décadas. É um assunto hoje em dia abafado pelas discussões sobre Israel-Palestina, deixando de lado o problema dos palestinos”, acrescenta.

Sem condições básicas, sem estudos

“As condições para os palestinos no Líbano estão entre as piores possíveis no mundo para um refugiado”, aponta a socióloga. Vivendo em campos sem condições sanitárias básicas, “eles não têm direito ao trabalho, há uma lista com 73 profissões que eles não podem exercer”, diz.

A única escolaridade que recebem vem das escolas implantadas nos acampamentos pela agência da ONU para os palestinos no Oriente Médio. Os refugiados não têm acesso ao ensino superior.

Favela gigante de excluídos

“Nós vivemos em sociedade. Quando os nossos direitos são retirados, é muito difícil manter qualquer dignidade. São 65 milhões de pessoas em movimento, dos quais quase 25 milhões são consideradas refugiadas. Estamos criando uma enorme favela no mundo, com pessoas excluídas, deixadas de lado, e isso precisa ser discutido de forma profunda”, pede a socióloga.


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