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Especialistas explicam por que campanha “Gente boa também mata” foi ridicularizada

Especialistas explicam por que campanha “Gente boa também mata” foi ridicularizada
 
Imagem da campanha do governo federal que gerou polêmica.

O governo brasileiro resolveu retirar cartazes e banners de uma campanha publicitária sobre trânsito que gerou polêmica nas redes sociais. Com o título “Gente boa também mata”, a campanha mostra que qualquer pessoa poderia matar no trânsito se usasse o celular ao dirigir, por exemplo.

Luciana Marques, correspondente da RFI Brasil, em Brasília,

O governo espalhou outdoors e cartazes em pontos de ônibus com frases como: “Quem resgata animais na rua pode matar” ou “O melhor aluno da sala pode matar”. O problema, segundo publicitários ouvidos pela RFI Brasil, é que a explicação da propaganda veio abaixo das frases com letras muito pequenas.

A ideia era dizer que “gente boa também mata” se não for cuidadosa no trânsito. Mas, ainda que bem-intencionada, a campanha ficou confusa e gerou várias interpretações, provocando uma enxurrada de críticas nas redes sociais. Foi chamada de “infeliz”, de “mal gosto” e “desrespeitosa”.

Bruno Lima, diretor de arte de uma agência de comunicação de Brasília, afirma que o conceito da propaganda estava correto, mas o problema foi a forma como o material foi produzido. “Quando você fala que algumas pessoas podem matar, pode ser interpretado como uma concessão para matar, de quem faz o bem pode matar, está autorizado”, diz. “Quando você fala para 200 milhões de pessoas, você precisa refletir muito bem sobre a interpretação de texto. Gerou um problema porque tem um problema”, acrescenta.

A professora de publicidade da Universidade Federal de Goiás, Mariana de Paiva Araújo, disse que o intuito da campanha foi exatamente o de gerar polêmica. “O tom da mensagem foi um pouco ácido e incomodou. Muitas pessoas se viram nessa situação. ‘Eu sou uma pessoa honesta, faço trabalho voluntário, então eu não mato ninguém, principalmente no trânsito’. Por isso as pessoas estão rejeitando a campanha”, afirma.

Atrito dentro do governo

A repercussão negativa gerou atritos até dentro do governo e um mal-estar entre o Palácio do Planalto e o Ministério dos Transportes. Isso porque a campanha foi encomendada e aprovada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, mas nos cartazes espalhados pelo Brasil a logomarca do Ministério dos Transportes também aparece.

Insatisfeito com os desgastes gerados, o ministro dos Transportes, Maurício Quintellla, pediu que a logomarca da pasta fosse retirada dos cartazes. As peças que geraram mais polêmicas também serão suspensas e modificadas pela Secretaria de Comunicação, a pedido do ministro.

Antes, a Secretaria de Comunicação da Presidência tinha saído em defesa da campanha dizendo que o objetivo do governo é chamar a atenção para atitudes que até mesmo pessoas comuns podem ter ao volante, sem avaliar as consequências.

Campanha publicitária sobre trânsito gerou polêmica nas redes sociais.

Mas a campanha gerou efeitos negativos e foi diretamente associada à imagem do presidente Michel Temer em memes com fotos dele que diziam: “gente que corta investimento na saúde também mata”. A referência é à PEC que limita os gastos públicos em 20 anos.

Temer e o massacre de Manaus

A repercussão negativa da campanha de trânsito não foi o único problema de comunicação enfrentado pelo presidente Michel Temer esta semana.

Temer foi muito criticado por ter demorado quatro dias para comentar as rebeliões no sistema carcerário de Manaus, sendo que até o Papa reagiu ao massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim que deixou 56 mortos. Para piorar, Temer fez um comentário que gerou ainda mais críticas ao dizer que o que aconteceu foi um “acidente pavoroso”.

O presidente tentou justificar o que muito consideraram uma gafe publicando no Twitter sinônimos da palavra "acidente", que segundo ele, são: tragédia, perda, desastre, desgraça, fatalidade.
 


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