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Brasil

Les Echos: medidas de Temer para economia são ofuscadas pela crise política

media Processo no TSE deixa governo Temer no limbo até o ano que vem. REUTERS/Adriano Machado

Em sua edição desta segunda-feira (19), o jornal Les Echos aborda a crise no Brasil e as medidas de estímulo anunciadas pelo presidente Michel Temer na semana passada. Porém, a economia brasileira prossegue na UTI e, na avaliação do diário, há dúvidas se o governo Temer conseguirá sobreviver à crise política com as delações da Odebrecht na Lava Jato.

Segundo a reportagem, o governo de transição no Brasil tenta diminuir o endividamento das empresas, busca desburocratizar o país para arejar o ambiente de negócios, além de reduzir os juros para estimular a concessão de crédito. As medidas econômicas são detalhadas para os investidores franceses, público-alvo do diário, mas a reportagem do correspondente Thierry Ogier revela grandes incertezas sobre o futuro próximo do país.

O Brasil aparece na zona de rebaixamento da lista do Banco Mundial favorável para negócios, nota o Les Echos. O governo promete melhorar a produtividade da indústria, reduzir os custos de produção e simplificar os trâmites para exportações e importações, informa o texto. "Os contribuintes (pessoas físicas) não foram esquecidos e poderão renegociar suas dívidas com a Receita Federal", acrescenta o texto. O problema é que essas medidas vão demorar a surtir efeito.

Credibilidade é afetada

Ouvido pela reportagem, o chefe economista do banco BNP Paribas em São Paulo, Marcelo Carvalho, nota que Temer conseguiu importantes vitórias no Congresso, ao obter a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos e a tramitação da reforma da Previdência. "Mas a conjuntura continua morosa", observa o economista do BNP.

O governo tenta mostrar serviço, mas como o impacto sobre a economia não se manifesta, uma parcela da população e a base aliada de Temer podem interpretar as ações do governo como uma tentativa de abafar o escândalo de corrupção na Lava Jato, observa o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman.

As delações da Odebrecht, que apontam Temer como beneficiário de propina para o PMDB, deixam o político conservador, "que prometia pacificar o país", em situação vulnerável, escreve o Les Echos. As pesquisas apontam queda da popularidade do presidente. O movimento do comércio nesse período de Natal endossa o pessimismo dos brasileiros. Cerca de 40% da população acredita que a situação econômica ainda vai piorar em 2017.

Se Temer vier a ser julgado e condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, na investigação sobre financiamento ilícito da campanha de 2014, ele deverá deixar a presidência, já no primeiro semestre do ano que vem. Nesse caso, prossegue o Les Echos, um novo presidente seria eleito de forma indireta pelo Congresso, o que só acrescentaria instabilidade institucional ao país, conclui a reportagem.

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