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Brasil

Cunha, o homem que comandou o impeachment de Dilma, é preso em Brasília

media O ex-deputado Eduardo Cunha foi detido pela Polícia Federal em Brasília REUTERS/Ueslei Marcelino

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (19) o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O arquiteto do impeachment da presidente Dilma Rousseff é investigado na Operação Lava Jato por vínculos com a corrupção na Petrobras. O acusado disse que prisão é “absurda”.

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

A decisão foi tomada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em despacho assinado em dia 18 de outubro. Moro atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, que acusa o ex-deputado de receber propina em contratos da Petrobras para exploração de petróleo em um campo no Benin, na África, em 2011. De acordo com o MPF, Eduardo Cunha recebeu US$ 1,5 milhão em propina depositada em sua conta secreta na Suíça.

A prisão é preventiva e impede que o réu continue praticando crimes, atrapalhe o andamento do processo ou fuja para outro país. Segundo o Ministério Público, existia uma possibilidade concreta de fuga do ex-parlamentar, porque ele tem recursos ocultos no exterior, além de dupla nacionalidade - Cunha é brasileiro e italiano. O MPF sustentou ainda que a liberdade de Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública, já que ele tentou diversas vezes atrapalhar as investigações.

Fuga para o exterior

A possibilidade de fuga e contas no exterior também foram os argumentos usados pelo juiz Sérgio Moro para decretar a prisão. “Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há um risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não afastado o risco de dissipação do produto do crime, é presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior, uma vez que o acusado poderia se valer de recursos ilícitos ali mantidos para facilitar fuga e refúgio no exterior”, destacou o juiz na decisão.

Moro recebeu a denúncia contra Cunha no último dia (13) pelos crimes de corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O processo estava nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), que já tinha aberto duas ações penais contra o ex-deputado. Como Cunha teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados no mês passado, ele perdeu o foro privilegiado e o caso ficou sob responsabilidade da Justiça Federal do Paraná. Preso em Brasília, Cunha foi transferido para Curitiba em um avião da Polícia Federal e será transferido para a Superintendência Regional no Paraná.

Cunha diz que decisão é “absurda”

Em nota, Eduardo Cunha contestou a prisão e informou que seus advogados vão tomar as medidas cabíveis. “Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou. “A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar”, completou.
 

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