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Brasil

Espanha divulga perfil psicológico de jovem que matou família brasileira

media Casa da família assassinada na localidade de Pioz, na Espanha AFP

Psicopata, narcisista e com falta de "apego à vida humana". Foi assim que a Guarda Civil espanhola definiu à imprensa, nesta quarta-feira (5), o jovem brasileiro que teria assassinado seu tio, a esposa dele e os dois filhos pequenos do casal. Ele fugiu para o Brasil.

A Guarda Civil está investigando o macabro assassinato de Marcos Campos Nogueira, de sua esposa Janaína Santos Américo (ambos de 30 anos) e de seus dois filhos, de apenas um e quatro anos. O segredo de justiça foi levantado apenas parcialmente, razão pela qual há elementos desconhecidos, a começar pelo motivo do crime.

Os cadáveres da família, procedente da Paraíba, foram encontrados no dia 18 de setembro dentro de sacos plásticos em sua casa em Pioz, uma tranquila localidade de 4.000 habitantes localizada 60 km a leste de Madri. Os adultos foram esquartejados, e um vizinho alertou a polícia devido ao mau cheiro que emanava da casa. A última vez em que o pai foi visto foi em 17 de agosto.

Em uma coletiva de imprensa na cidade de Guadalajara, a Guarda Civil disse ter "muitos indícios razoáveis e provas inquestionáveis" de que o sobrinho de Marcos, François Patrick Gouveia, foi o autor material do crime desta família "normal, trabalhadora e humilde". O suspeito, de cuja autoria a Guarda Civil diz não ter "nenhuma dúvida", não tinha "nenhum tipo de relação com o crime organizado". Também não há pistas de que tenha contado com um cúmplice ou ajudante.

O jovem, de 19 anos, está no Brasil desde 20 de setembro; desde 22 do mesmo mês pesa sobre ele uma ordem de detenção internacional emitida pela justiça espanhola. Os investigadores explicaram que ele tinha uma passagem de volta ao Brasil marcada para 16 de novembro; no entanto, em 19 de setembro, 24 horas após a descoberta dos cadáveres, mudou apressadamente a passagem para voltar no dia seguinte.

O jovem depôs neste fim de semana à polícia brasileira e está em liberdade. A Guarda Civil disse não estar em condições de explicar este fato, e limitou-se a dizer que "a polícia brasileira tem sua localização".

Acusado não deve ser extraditado

A Guarda Civil também não quis se aventurar no motivo do crime, afirmando que pode haver várias causas e que boa parte da investigação segue em segredo de justiça. Segundo foi informado, o jovem tinha um passado violento, já tendo agredido gravemente um professor no Brasil, e apresenta um perfil psicótico marcado por seu egoísmo, narcisismo e "falta de apego à vida humana", como definiu a autoridade espanhola.
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O suspeito viveu durante quatro meses com a família assassinada na região de Torrejón de Ardoz, muito próxima a Madri, onde Marcos Campos e sua família moraram antes de se mudar a Pioz. Segundo a Guarda Civil, ele continuava vivendo na cidade e não tinha emprego. Seu tio Marcos era cozinheiro, e havia trabalhado anteriormente em outras cidades espanholas, como La Coruña e Valladolid.

Se a justiça brasileira mover algum tipo de ação contra o jovem, a Guarda Civil não espera que ocorra uma extradição, já que, segundo ela, nestes casos e em virtude dos acordos bilaterais, o Brasil não extradita seus cidadãos. No entanto, seria solicitada uma comissão rogatória para que ele preste um depoimento. A instituição armada garantiu que "a comunicação com o Brasil é contínua e diária" através da embaixada da Espanha em Brasília.

O consulado do Brasil em Madri disse à AFP que o caso, diante de sua relevância, está sendo tratado diretamente pelo cônsul, Paulo Alberto Soares, que até o momento não deu nenhuma declaração oficial.

Informações da AFP
 

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