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Brasil

Prisão de Mantega na Lava Jato repercute no exterior

media Guido Mantega (de boné) sendo escoltado por policiais em São Paulo. REUTERS/Nacho Doce

Polícia Federal deteve nesta quinta-feira (22) Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda das presidências de Lula e Dilma Rousseff, no âmbito da operação Lava Jato. A notícia repercutiu imediatamente na imprensa internacional, antes do anúncio da revogação da prisão. 

Mantega foi detido pela manhã em São Paulo, mas teve sua prisão temporária revogada logo depois. A informação foi divulgada pela brasileira e teve repercussão em vários sites de jornais internacionais. 

O portal do jornal espanhol ABC, um dos primeiros veículos europeus a noticiar a prisão, relatou que o ex-ministro foi detido em um hospital de São Paulo, onde acompanhava a sua esposa, que acabava de ser operada. Já o diário português Público também deu a notícia, citando a 34ª fase da Lava Jato, "para a qual foram emitidos 33 mandados de busca, oito de prisão preventiva (caso de Mantega, cuja casa também foi revistada) e oito ordens para suspeitos prestarem declarações, levados coercivamente caso seja necessário". O jornal informa ainda que o ex-presidente Lula pode ser julgado no âmbito da mesma investigação.

Em seguida, a imprensa norte-americana se interessou pelo assunto. A rede de televisão Fox News relatou a prisão e lembrou que diretores das construtoras Mendes Júnior e OSX também são visados pelas investigações. Já a agência especializada em economia Bloomberg e o Wall Street Journal ressaltaram que Mantega foi o ministro das Finanças que ficou mais tempo no cargo (entre 2006 e 2014) desde a volta da democracia no Brasil. 

O Financial Times lembrou que durante o período em que detinha a pasta, participou de várias reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Durante esse período, ele chegou a "reclamar da valorização excessiva do real com relação às principais moedas".

Suspeitas de fraude e corrupção

As operações e detenções estão relacionadas a suspeitas de "fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes" na Petrobras. O processo também diz respeito a "empresas que se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, muito embora não possuíssem experiência, estrutura ou preparo para tanto", segundo um comunicado da PF.

Sem citar explicitamente Mantega ou o PT, o comunicado acrescenta que "no ano de 2012, um ex-ministro da Fazenda teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação".

O juiz Sérgio Moro, que dirige a parte da Operação Lava Jato que envolve as pessoas sem foro privilegiado (legisladores e ministros em funções), aceitou na terça-feira as denúncias contra o ex-presidente Lula (2003-2010) por suposta corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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