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Brasil

Elogios e “falta de espírito olímpico”: o balanço francês da Rio 2016

media A foto mais estampada nos jornais de hoje: o "casal de ouro" do boxe Tony Yoka e Estelle Mossely. REUTERS/Peter Cziborra

O fim dos jogos olímpicos do Rio e o recorde de medalhas obtido pela delegação francesa são alguns dos destaques da imprensa na manhã desta segunda-feira (22). O diário Aujourd’hui en France destaca o “casal de ouro” francês, os boxeadores Tony Yoka e Estelle Mossely, e também foi às ruas saber o que os franceses acharam dos jogos.

Na reportagem principal, o título faz um balanço otimista dos Jogos: "Ouro, sorrisos, lágrimas... foi bonito, Rio de Janeiro”. Apesar do fuso horário, que fez grande parte das competições ocorrerem na madrugada francesa, muita gente acompanhou a Rio 2016.

Um aposentado de 71 anos diz que adorou ver a "volta por cima" da Seleção Brasileira, que venceu a Alemanha no futebol. Já uma design de joias de 23 anos disse que não assistiu aos jogos porque não concordava com a realização do evento no Brasil, o que ela considera um desperdício de dinheiro em um país com grande índice de pobreza.

Entre os atletas franceses, uma avaliação bastante otimista dos jogos. O boxeador Sofiane Oumiha disse que o destaque da Olimpíada foram os torcedores brasileiros: "Quando subi ao ringue para a luta final contra um brasileiro, foi inacreditável. O público aqui apoia seus atletas de uma maneira insana", disse o boxeador.

A jogadora de basquete Sandrine Gruda destacou a cerimônia de abertura: "Eu já conhecia essas cerimônias, sabia o que esperar. Mas quando entramos no Maracanã, começamos a ver estrelas ao conhecer o estádio."

Mas nem tudo são elogios. O episódio da vaia ao saltador Renaud Lavillenie revoltou o público francês e foi lembrado neste balanço final. O Aujourd’hui en France chegou a dedicar uma capa ao episódio na semana passada, dizendo que faltou “espírito olímpico” para os brasileiros e se perguntou: "de onde veio tanto ódio dos torcedores do Brasil?".

Na televisão francesa, também não faltaram críticas, não apenas ao comportamento dos torcedores. A dificuldade de locomoção no Rio e outros problemas cotidianos encontrados por quem trabalhou na Olimpíada levaram o canal de TV France24 a dizer que a Rio 2016 entra para a história como a Olimpíada “mais caótica” de todos os tempos.

Recorde de medalhas da França

O jornal Le Figaro diz que os jogos mostraram, ao longo de duas semanas, a força e a alma brasileiras e que os itens básicos esperados da organização foram respeitados. Mas lembra que, terminados os jogos, o país volta a uma realidade dura, de tormenta política, angustia econômica, problemas sociais e realidade violenta.

O Figaro também celebra o desempenho francês, melhor do que o esperado. A largada dos franceses na Olimpíada foi preocupante, com os primeiros dias de competição sem conquistar nenhuma medalha de ouro. Foi o pior começo dos franceses desde os jogos de Los Angeles em 1984.

Mas, aos poucos, tudo foi voltando ao normal e até superando expectativas. O jornal faz o balanço das medalhas: foram 42 no total, batendo o recorde obtido na Olimpíada de Pequim, em 2008. O boxe e o atletismo foram as duas modalidades que mais trouxeram medalhas para os franceses, seis em cada uma.

 

 

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