Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/08 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 18/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 18/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

“No Brasil, luto contra machismo e racismo todos os dias”, diz consulesa da França Alexandra Loras

“No Brasil, luto contra machismo e racismo todos os dias”, diz consulesa da França Alexandra Loras
 
A consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras wikipédia

O RFI Convida conversou com a consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras, que também é jornalista e ativista. Ela criou a ONG Negras Empoderadas para lutar contra o machismo no Brasil.

Ela desembarcou no Brasil em outubro de 2008 como consulesa da França em São Paulo, onde se deparou com um dos problemas que considera mais grave no Brasil: o racismo. Sua experiência pessoal evoluiu para uma militância traduzida na criação da ONG Negras Empoderadas. Além de consulesa, Alexandra Loras é também jornalista, formada pelo Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po, na sigla francesa), com mestrado em Ciência da Informação.

“O problema do racismo no Brasil é complicado, porque não é frontal, é subliminar”, afirma a consulesa. “Temos aqui a maior população de negros do mundo depois da Nigéria e apenas, por exemplo, 4% de negros representados na TV brasileira têm sempre cargos serviçais. Temos uma estigmatização muito clara da mulher negra que é sempre representada como a faxineira, a babá, ou a amante, que destrói os casamentos dos ricos”, dispara Alexandra Loras.

“A narrativa da mídia coloca sempre o negro em posição subalterna, de um cidadão de segunda classe. Precisamos enxergar o quanto isso traz consequências”, afirma a consulesa. “Convivo na elite brasileira, sou sempre a única negra. Recebo na minha casa mais de 6 mil pessoas por ano, o protocolo do consulado exige que eu recepcione essas pessoas, e, muitas vezes, essas pessoas acham que eu sou uma funcionária, e não a consulesa, porque sou negra. No Brasil, luto contra o machismo todos os dias”, finaliza.
 

(clique na imagem para ouvir a entrevista)


Sobre o mesmo assunto

  • O Mundo Agora

    Clichês sobre o Brasil dominam cobertura da Olimpíada no exterior

    Saiba mais

  • Ódio e racismo contaminam sociedade francesa após atentado de Nice

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.