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Brasil

Zika pode afetar dezenas de milhares de bebês na América Latina

media Estudo revela que 1,65 milhão de mulheres grávidas podem ser infectadas com o vírus da zika durante a atual epidemia. André Borges/ Agência Brasília

Dezenas de milhares de bebês podem nascer com os severos transtornos associados ao zika vírus durante a atual epidemia na América Latina e no Caribe. A afirmação faz parte de um estudo divulgado nesta segunda-feira (25).

No total, 93,4 milhões de pessoas podem ser infectadas com o vírus da zika durante a atual epidemia, entre elas 1,65 milhão de mulheres grávidas, segundo o estudo publicado pela Nature Microbiology. Um total de 80% das infecções são benignas ou não são detectadas, destacam os autores.

No entanto, os pesquisadores alertam que "dezenas de milhares" de recém-nascidos podem sofrer com as malformações associadas ao zika, ou seja, microcefalia e outros transtornos neurológicos. Estas previsões constituem o pior dos cenários possíveis.

Alex Perkins, pesquisador da Universidade de Notre Dame (Indiana), admitiu que suas estimativas apresentam uma margem considerável de incertezas. Mass segundo seus dados, o Brasil lidera a quantidade de infectados previsíveis, com 37,4 milhões de pessoas, seguido por México (14,9 milhões), Venezuela (7,4 milhões), Colômbia (6,7 milhões), Cuba (3,7 milhões), Haiti (2,9 milhões), Argentina (2,7 milhões), República Dominicana (2,6 milhões) e outros 15,6 milhões divididos por outros países da região.

Brasil deve continuar sendo o país mais atingido

"A principal preocupação com o surto de zika na América Latina é o dano causado aos fetos quando as mães são infectadas", comentou Jimmy Whitworth, da Escola de Medicina Tropical de Londres. "Este estudo utiliza modelos informáticos para concluir que 1,65 milhão de grávidas podem se infectar durante esta epidemia."

Estima-se que atualmente há 5,42 milhões de gestações anuais em todas as regiões afetadas. Até o momento, 1.700 casos de microcefalia associada ao zika vírus foram comprovados no Brasil.

"Este estudo ressalta o tamanho do desafio que a epidemia de zika representa à sociedade e aos serviços sociais da América Latina. Todos estes recém-nascidos afetados e seus familiares precisarão de acesso a cuidados", comentou Whitworth.

O vírus, que se propagou no Brasil, na Colômbia e no Caribe desde o fim de 2014, essencialmente através da picada do mosquito Aedes aegypti, provoca na maioria dos casos uma infecção leve. Mas quando a infecção ocorre durante a gravidez pode afetar o cérebro do feto e provocar microcefalia.

Também pode causar transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, doença que provoca paralisia e que pode resultar na morte do paciente. Não existe até o momento nenhuma vacina contra o zika, que com menor frequência também pode ser transmitido sexualmente.

Projeção e dados reais

Os autores do estudo utilizaram projeções matemáticas para analisar os dados reais de infecção da população, graças a testes sanguíneos. Ele se inspiraram das informações arrecadadas em epidemias anteriores de dengue e Chikungunha. A epidemia atual de zika deve se extinguir em dois ou três anos na América Latina e no Caribe, segundo um estudo britânico publicado pela Science.

Outra epidemia de grande amplitude de zika pode voltar a aparecer, mas não antes de dez anos, atingindo uma geração que nunca tenha sido exposta ao vírus, dizem especialistas.

(Com informações da AFP)
 

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