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Atriz leva teatro do Brasil para Cabo Verde

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Atriz leva teatro do Brasil para Cabo Verde
 
A atriz brasileira Janaína Alves trabalha há seis anos com projetos teatrais em Cabo Verde. Divulgação: Alaim

A ligação teatral entre Brasil e Cabo Verde tem o dedo de Janaína Alves, atriz brasileira de Teresina. Janaína vive na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente, desde 2010. Para Cabo Verde levou sua experiência de atuação no Grupo Harém de Teatro e de Oficina de Teatro de Procópio Ferreira, todos do Piauí.

Odair Santos, correspondente da RFI Brasil em Cabo Verde

A atriz, que tem atuado em diferentes peças teatrais, descobriu Cabo Verde através de um festival de teatro, em 2009, que envolveu os países africanos de língua portuguesa. “Minha relação com Cabo Verde tem muita ligação com os festivais, porque eu não conhecia o país e em muitos mapas Cabo Verde não consta. Fiquei sabendo da existência do país, porque fazia parte de um grupo na minha cidade, que começou a elaborar um festival lusófono”, conta a atriz.

O grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo foi o primeiro da África a participar do FestiLuso de Teresina. “No ano seguinte, o meu grupo veio para Cabo Verde para participar no Festival Internacional de Teatro do Mindelo, o Mindelact, e fiquei encantada. Optei por fazer a minha vida pessoal aqui no Mindelo e vi que era uma terra onde se pode fazer tudo, porque não há muita concorrência.”

O primeiro projeto teatral de Janaína Alves é a Oficina de Teatro Sucrinha, para crianças. Ele existe há quase cinco anos e acolhe dezenas de meninos e meninas que têm o primeiro contato com a dramaturgia. “É um projeto que eu adoro, porque trabalho teatro infantil e é uma oficina permanente”. Foi com esse projeto que a atriz se inseriu no mercado de trabalho da ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

Nelson Rodrigues

Janaína levou para Cabo Verde os textos de Nelson Rodrigues. Foi através de uma adaptação da peça “As Cariocas” que conseguiu um dos maiores sucessos. “Trouxe esse trabalho para cá, mas fiquei com medo de não se adaptar, porque a dramaturgia do Nelson Rodrigues é muito carioca. Aí a gente fez um trabalho de pesquisa com os alunos do curso de teatro do Centro Cultural Português do Mindelo e desenvolvemos a peça ‘As Mindelenses’”, conta a atriz.

A peça foi apresentada 22 vezes em São Vicente, sempre com sala cheia. Ainda antes da estreia em três sessões os bilhetes esgotaram-se” conta a atriz que acredita se a peça voltar a ser apresentada haverá lotação esgotada.

Outro grande sucesso de Janaína Alves é a peça “Quotidiano”, uma obra coletiva escrita por vários autores lusófonos – um brasileiro, um cabo-verdiano, um angolano e um português: “Tenho orgulho de dizer que foi escrita para mim como atriz, porque os autores sabiam para quem estavam escrevendo. E é muito bacana, porque já viajamos para o Brasil com esse espetáculo e a ideia e levá-lo para os países desses quatro autores” .

“As Estrangeiras” em Porto

No início deste mês de julho, a atriz estreou a peça “As Estrangeiras”, do dramaturgo português José Luís Peixoto, no Teatro Rivoli, em Porto, Portugal. O espetáculo deve ser montado depois, em setembro, em Cabo Verde, por ocasião do festival Mindelact, antes de seguir para o Brasil.

Janaína Alves afirma que a ligação do teatro do Brasil com o de Cabo Verde tem se fortalecido, principalmente por causa do Festival Internacional de Teatro do Mindelo, o Mindelact: “Os cabo-verdianos sabem muito sobre o Brasil, por causa das novelas, mas em São Vicente, particularmente, devido ao festival de teatro Mindelact, porque se sabe o que se passa no Brasil em termos culturais, e os espetáculos que vem pra cá são de muito boa qualidade”, explicou a atriz.

Desde o início deste ano, a atriz dirige a Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo, conhecida como ALAIM - um espaço aberto de formação permanente, para crianças, jovens e adultos, em diferentes áreas artísticas, com destaque para o teatro, expressão corporal, dança, vídeo-arte e expressão vocal.

A ALAIM nasceu da vontade de um grupo de pessoas que impulsionou a viabilidade do projeto e materializou o sonho através de alguns parceiros privados, de duas campanhas de crowdfunding, em Portugal e no Brasil, uma campanha no Multibanco, em Cabo Verde, e o Alto Patrocínio da Presidência da República de Cabo Verde.

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