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Relatório traz depoimentos de policiais do Rio confessando execuções

Relatório traz depoimentos de policiais do Rio confessando execuções
 
Human Rights Watch Divulgação

O espanhol César Muñoz é pesquisador sênior da ONG Human Rights Watch no Brasil. Antes de integrar a entidade, foi jornalista da Agência EFE e da CNN, entre outros veículos, e talvez por isso o relatório sobre a violência policial no Rio de Janeiro que acaba de lançar traga a marca da reportagem. "O Bom Policial Tem Medo” - Os Custos da Violência Policial no Rio de Janeiro documenta em detalhes um padrão de homicídios e acobertamentos por parte da polícia em pelo menos 64 casos desde 2009.

Entre as 30 entrevistas com policiais, há relatos em que confessam assassinatos e descrevem seus métodos. “No Brasil, ainda há a ideia de que o policial mata para combater o crime”, afirma Muñoz. “Na verdade, muitas dessas mortes estão relacionadas com corrupção dentro da polícia, com as relações que eles têm com os traficantes”, completa.

Entres os depoimentos, há também descrição de torturas. Um policial identificado como João conta ter colocado um saco de gelo vazio na cabeça de suspeitos para asfixiá-los. Chutou costelas, deu socos e espirrou spray de pimenta em seus rostos. “Não tínhamos medo de que eles iam denunciar porque não deixamos marca e ia ser a palavra deles contra a nossa”, contou o policial.

Em 2015, para cada policial morto em serviço no Rio de Janeiro, a polícia matou 24,8 pessoas, mais que o dobro que na África do Sul – país que tem taxa de homicídios maior que a da cidade brasileira. “Não se pode explicar a violência da polícia pela violência geral no país”, diz Muñoz.

Versões fabricadas

Para além dos relatos, o trabalho traz dados técnicos que comprovariam execuções. Em mais de 20 casos analisados, o laudo da autópsia indica que a morte foi causada por tiros a menos de 50 centímetros de distância. “A versão oficial é de que houve confronto com os criminosos. Mas num tiroteio ninguém fica a menos de 50 centímetros. E, se ficou, deveria detalhar isso nas explicações, o que não fazem”, diz o pesquisador.

Outro indício seriam os dados de feridos em confrontos em relação a mortos. A polícia do Rio mata cinco pessoas para cada ferido. “Se fosse em confronto de verdade, teriam mais feridos. A polícia de Nova York mata um para cada dois feridos. Os dados sugerem que parte dos confrontos que supostamente aconteceram são fabricados”, afirma.

César Muñoz Divulgação

Na entrevista à RFI, o pesquisador fala das motivações dos policiais, de como foi a campo colher as informações e quais são os caminhos para o Brasil superar esse problema. (Clique na foto para ouvir).
 


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