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Brasil

Romero Jucá sai do governo após divulgação de conversa sobre Lava Jato

media O ministro Romero Jucá tentou, sem sucesso, explicar o ter das gravações ligadas ao Lava Jato durante uma entrevista coletiva. Antônio Cruz/ Agência Brasil

O novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciou nesta segunda-feira (23) que se licenciará do cargo. A medida é uma resposta à divulgação de áudios de uma conversa dele com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

O anúncio foi feito pelo próprio Jucá. "Não quero que nenhuma manipulação mal-intencionada possa comprometer o governo", afirmou o ministro. Ele informou que sua licença começará na terça-feira (24) e permanecerá licenciado até que o Ministério Público se manifeste a respeito da gravação.

O áudio em questão traz trechos de conversas telefônicas publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, nas quais o ministro do Planejamento diz ao ex-presidente da companhia Transpetro, Sergio Machado, ser necessário um "pacto" visando parar as investigações sobre a corrupção na Petrobras. Ambos são investigados na Lava Jato. "Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria", disse Jucá no áudio.

Gravada secretamente, a conversa ocorreu, segundo o jornal, semanas antes da votação em 17 de abril na Câmara dos Deputados, que aprovou o impeachment e conduziu o processo ao Senado.

Jucá se defende

Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Jucá disse que sua frase sobre "estancar esta sangria" se referia à crise econômica e política que afetam o Brasil. Além disso, o ministro afirmou que o jornal divulgou "frases soltas" (...) "que, dentro do contexto da economia e da política" ele tem "repetido isso abertamente".

"A Lava Jato é importante, precisa ser investigada, mas tem que delimitá-la", disse Jucá, homem do governo encarregado da importante tarefa de reestruturar o orçamento do Brasil, uma das grandes promessas de presidente interino.

A publicação do diálogo representa um novo escândalo para Temer, que assumiu o cargo há 11 dias, depois que o Senado decidiu suspender Dilma por seis meses para o seu julgamento por suposta manipulação de contas públicas. Os críticos do impeachment defendem insistentemente que a mudança de governo foi uma estratégia para enterrar a investigação de corrupção, que tem como alvo os políticos de todos os setores e não apenas do Partido dos Trabalhadores (PT). Pelo menos três ministros do novo gabinete são investigados pela Lava Jato.

Em seus poucos dias de vida, o governo interino já enfrentou outras polêmicas, tais como a ausência de mulheres e negros no alto escalão do governo e a abolição do Ministério da Cultura (MinC) como parte de uma reestruturação para cortar custos. Neste último caso, dada a avalanche de críticas, Temer recuou.

(Com informações da AFP)

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