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Brasil

Para imprensa europeia, Dilma sai mas crise continua

media Por 55 a 22 votos, Senado abre processo de impeachment e afasta Dilma Rousseff AFP/Evaristo Sa

A mídia francesa acompanha a votação sobre a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, nesta quarta-feira (11), com reportagens no plenário, em Brasília, e nas manifestações de rua, principalmente em São Paulo e na capital federal.

A rádio RTL, de maior audiência no país, disse que a atmosfera no Palácio do Planalto é de enterro e que os colaboradores de Dilma não vão trabalhar com Michel Temer, preferindo procurar outro emprego. O canal France 24, do grupo da RFI, exibiu imagens de brasileiros aliviados e satisfeitos com o avanço do processo.

O jornal Les Echos apresenta em primeira página chamada para o perfil de Michel Temer - "o homem da sombra" que vai governar o Brasil nos próximos meses. Visto como um traidor e conspirador pelos petistas, Temer tem um caráter conciliador que pode ajudar na recuperação econômica do país, diz ao diário francês o ex-ministro Rubens Ricupero. Resta saber se ele será capaz de reunificar o país, acrescenta Les Echos.

Le Figaro diz que o jogo acabou para Dilma. "A queda da presidente foi longa, mas ela sai com espírito de luta, apenas cansada das traições ao longo do processo". O texto recorda que dos 81 senadores, 49 deles são investigados por crimes que vão da lavagem de dinheiro, corrupção ao tráfico de drogas. "Nesse contexto, Michel Temer terá grandes dificuldades para consolidar a legitimidade de seu governo", observa Le Figaro.

Imprensa europeia destaca irregularidades do processo

Na Espanha, o jornal espanhol El País declarou, logo que a maioria simples de 41 senadores foi alcançada, ainda na fase de discursos no plenário, que a presidente havia perdido a batalha. Mas "Dilma deixará o Palácio do Planalto pela porta principal, em um gesto explícito que significa que ela acata, mas não aprova a decisão". O respeitado jornal espanhol, que publicou ontem um editorial apontando a irregularidade do processo de impeachment, diz ainda que a maratona de discursos no Senado aconteceu "sem os excessos chocantes e ridículos" da votação na Câmara.

Em Portugal, o jornal Público diz que o último dia do governo Dilma não encerrou a crise política, longe disso. "O Brasil, que neste momento deveria andar nas bocas do mundo por acolher os primeiros Jogos Olímpicos da América Latina dentro de três meses, surge perante o resto do mundo como um país tomado pelo caos político", afirma o diário português.

The Guardian, no Reino Unido, informa que a decisão do Senado foi mais política do que legal. Dilma caiu em desgraça por causa da recessão econômica, avalia o jornal britânico. O Guardian também se felicita pelo comportamento sóbrio dos senadores, em contraposição ao vexame proporcionado pelos deputados.

Os discursos de dois senadores chamam a atenção da imprensa europeia: o de Romário e do ex-presidente Fernando Collor de Mello. O Guardian relata que Romário acabou escolhendo votar pelo impeachment, por ter encontrado evidências de crime de responsabilidade. Sobre Collor, o português Público ironiza: em resumo, Collor disse que o impeachment dele foi melhor do que o de Dilma.

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