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Conflito continua levando colombianos a se refugiarem no Brasil

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Conflito continua levando colombianos a se refugiarem no Brasil
 
As negociações de paz entre o governo colombiano e as Farcs acontecem em Havana. REUTERS/Stringer FOR EDITORIAL USE ONLY

Apesar de a Colômbia estar em vias de conquistar a paz, os colombianos continuam buscando refúgio em outros países para fugir da violência. No Brasil, a Colômbia representa a nacionalidade do terceiro maior grupo de refugiados.

Por Mariana Clini Diana, Bogotá

Tempos de paz são anunciados na Colômbia. Tudo indica que o acordo pacífico com a maior guerrilha do continente, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), está a caminho de ser concluído. Além disso, o governo de Juan Manuel Santos está prestes a iniciar diálogos com a segunda maior guerrilha do país, o Exército de Liberação Nacional (ELN).

Mas a ferida desta guerra colombiana, que já deixou mais de 200.000 mortos, não tem data para cicatrizar-se. O conflito continua a gerar vítimas, apesar de as estatísticas demonstrarem que já não com tanta intensidade como antes. Os mais numerosos são os refugiados internos, que tiveram que deixar suas terras e casas para resguardar suas vidas. Dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) constatam: a Colômbia é o segundo país no mundo com maior número de refugiados internos, cerca de 6 milhões.

Ameaçados, muitos procuram nas grandes cidades do país uma forma de recomeçar a vida, e alguns ultrapassam fronteiras para tentar a sorte em terras estrangeiras, como o Brasil. Não importando o grupo armado pelo qual estão sendo ameaçados, as histórias destes colombianos possuem muito em comum, de temor e insegurança.

De carona para o Brasil

Com poucas condições, alguns inclusive imigram para grandes cidades do Brasil por via terrestre. Como foi o caso de Arturo Cárdenas, 40 anos, que junto com seus dois filhos, fez a travessia de Bogotá a São Paulo de carona. Segundo suas contas, a família pegou 119 veículos diferentes para chegar, dois meses depois, à maior cidade da América do Sul. “Tivemos que dormir na rua, enfrentar gente que não conhecíamos, em países que não conhecíamos. Não foi nada fácil, foi supremamente difícil. Foram dias de caminhada e dias sem comer”.

Ameaçados por narcotraficantes, Arturo e sua família representam apenas uma pequena parcela dos 1.100 colombianos reconhecidos pelo governo como refugiados, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE). Aline Thuller, coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas no Rio de Janeiro, declara que o real número de colombianos refugiados no Brasil pode ser ainda maior.
“O que temos verificado é a redução do número de novas solicitações (de vistos de refugiado), dado pelo acordo de residência do Mercosul. Hoje muitos colombianos ainda vêm para o Brasil, mas ao invés de solicitar refúgio dão entrada no pedido de solicitação por este acordo”.

Esperança de prosperar no Brasil

Ninibe, de 36 anos, cujo verdadeiro nome não quis revelar, também tem esperança de prosperar no Brasil. Ela, seu marido, e mais três filhos, tiveram que abrir mão de uma vida dedicada às artes plásticas em Bogotá, para dividir um albergue com outros refugiados sírios, angolanos e congoleses no Rio de Janeiro.

No Brasil há pouco mais de 1 ano, a família de artistas fugiu do país depois que foram ameaçados e acusados pelo grupo paramilitar Aguilas Negras de contribuir com guerrilheiros. Quando Ninibe é questionada sobre as decisões dos diálogos de paz com as FARC, ela demonstra desconfiança.
“Estamos aqui passando necessidades, começando uma nova vida, abandonamos tudo. E agora que eu vejo as coisas por redes sociais dos benefícios que estão obtendo os guerrilheiros. Então seria melhor voltar à Colômbia, e dizer que sim, que somos guerrilheiros para obter uma bonificação. ”

Ninibe, assim como Arturo, tem a mesma opinião que muitos colombianos. É o que demonstra a última pesquisa de opinião da empresa Gallup, onde 57% acreditam que as negociações com as FARC vão por mal caminho. A percentagem de colombianos pessimistas não só representa uma percepção no país, mas é também um reflexo de que este conflito continua tendo um alto custo para suas vítimas.
 


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