Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 22/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 22/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Brasil

Libération questiona quem vai salvar a esquerda no Brasil

media Jornal francês Libération traz manchete sobre a crise política no Brasil. liberation.fr

O jornal de esquerda Libération dedica nesta sexta-feira (1) quatro páginas de reportagens e análises sobre a crise política e econômica no Brasil. A manchete "Brasil: o fim de um sonho" aparece impressa sobre a imagem da presidente Dilma Rousseff na capa do diário.

A correspondente do Libération em São Paulo, Chantal Rayes, colheu nas ruas depoimentos de brasileiros pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seu texto, a jornalista diz que o país está dividido, mergulhado em uma crise política e "moral" sem precedentes. As investigações sobre o escândalo de corrupção na Petrobras trazem diariamente novas denúncias, mas "os defensores de Dilma negam os fatos". O jornal questiona "quem vai salvar a esquerda no Brasil".

Libération destaca que para ocorrer o impeachment de Dilma, ainda falta provar que a presidente cometeu crime de responsabilidade. O processo em andamento na Câmara dos Deputados será político, adverte. "Fica difícil atribuir a insatisfação com o governo exclusivamente à 'elite branca', quando pesquisas apontam que 68% dos brasileiros querem a saída de Dilma", opina Chantal Rayes.

Cunha e deputados denunciados minam credibilidade da Câmara

Libération observa que o fato de o processo de impeachment estar sendo conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, indiciado por corrupção, aumenta o mal-estar. "É no mínimo irônico que a maioria dos deputados da comissão que vai votar o pedido de destituição da presidente tenha recebido dinheiro desviado da Petrobras." Lula, Aécio Neves (PSDB) e outros caciques estão envolvidos no escândalo, enfatiza o texto. Ao revelar os bastidores do poder, a Lava Jato ameaça toda a classe política brasileira, constata o Libération.

Outra matéria, com um perfil do juiz Sérgio Moro, afirma que o magistrado de Curitiba faz uma campanha agressiva contra o ex-presidente Lula.

O conjunto de reportagens do jornal francês engloba uma análise do cientista político Pierre Salama, da Universidade Paris 13. Ele considera que a crise econômica começou muito antes da crise política no país, com a queda de demanda por matérias-primas, a apreciação do real e seus efeitos nefastos na indústria, além da falta de controle nas contas públicas. A evolução da Lava Jato só pronunciou a tensão social latente.

Na avaliação de Salama, em dois anos, o aumento das desigualdades entre brasileiros e americanos fez, desse ponto de vista, o Brasil perder a qualificação de país emergente.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.